O candidato presidencial do Chega demarcou-se hoje dos vários apoiantes que na véspera insultaram, tentaram intimidar e até vandalizaram uma viatura da comunicação social, num jantar/comício que reuniu cerca de 170 pessoas em tempo de confinamento.

“É importante que fique claro o seguinte: todos os atos de ameaça, insultos ou ofensas são condenáveis, tal como são a mim, como têm notado pelo país todo – ofensas lamentáveis, baixas e vis. O mesmo critério que aplico a mim aplico a vocês, que estão a fazer o vosso trabalho. Todos os ataques, insultos ou ameaças são condenáveis”, limitou-se a dizer, sem querer responder a mais perguntas, após um almoço/comício com 50 pessoas em Viana do Castelo.

Domingo à noite, militantes e apoiantes do Chega e do candidato presidencial hostilizaram os jornalistas e repórteres de imagem durante o repasto coletivo, após ter sido noticiada a grande aglomeração em tempo de “dever de recolhimento domciiliário” devido à pandemia de covid-19.

Na altura, em nenhum momento do seu discurso, em Braga, o deputado único do Chega e candidato a chefe de Estado se demarcou daqueles apoiantes, que “brindaram” os repórteres com um cântico: “Pouco importa, pouco importa/se eles falam bem ou mal/queremos o André Ventura/Presidente de Portugal”, entre gestos típicos de claque de “ultras“ de futebol e até uma ou outra saudação nazi.

Na sua breve intervenção, a anteceder o líder do partido da extrema-direita parlamentar, o diretor de campanha e mandatário nacional, além de membro da direção nacional do Chega, Rui Paulo Sousa, afirmou que os “inimigos, adversários estão lá fora, mas alguns estão cá dentro”, motivando mais gestos ameaçadores dos convivas mais animados.

A distrital de Braga do Chega inclui concelhias como Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Barcelos, Fafe, Vizela, entre outras.