Preço das casas sobe 10,3% em Braga e atinge 2.260 euros/m²

Habitação

Mercado imobiliário continua em alta e cidade acompanha tendência nacional de valorização histórica

O preço das casas em Braga registou uma subida de 10,3% em maio de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, fixando-se nos 2.260 euros por metro quadrado, de acordo com o índice de preços do portal Idealista.

A evolução acompanha a tendência nacional de valorização do mercado imobiliário, que voltou a atingir novos máximos históricos pelo sétimo mês consecutivo.

Portugal com subida média superior a 10%

Em termos nacionais, o preço das habitações em Portugal aumentou 10,2% em maio de 2026 em comparação com o mesmo mês de 2025. O valor mediano nacional situa-se agora nos 3.142 euros/m², refletindo a pressão continuada sobre o mercado habitacional.

A subida foi transversal a todo o país, com todas as 19 capitais de distrito e regiões autónomas a registarem aumentos anuais.

Braga entre as cidades mais dinâmicas do mercado

Braga surge entre as cidades com valorizações mais expressivas, ainda que abaixo de outros territórios do país. Entre os maiores aumentos destacam-se Santarém (30,9%), Portalegre (28,2%), Beja (23,6%) e Bragança (23,1%).

No conjunto das capitais de distrito analisadas, Braga mantém-se numa posição intermédia, mas com uma tendência de crescimento consistente, acompanhando a pressão da procura habitacional na região do Minho.

Lisboa continua a liderar preços no país

Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para comprar casa em Portugal, com um valor mediano de 6.124 euros/m². Seguem-se o Porto (4.064 euros/m²), Funchal (3.863 euros/m²) e Faro (3.792 euros/m²).

Braga aparece numa posição intermédia do ranking nacional, atrás de cidades como Aveiro, Évora e Coimbra, mas acima de vários centros urbanos do interior.

Pressão crescente no acesso à habitação

Com o valor a aproximar-se dos níveis mais elevados do país, o mercado imobiliário em Braga continua a refletir uma procura sustentada, pressionando o acesso à habitação, sobretudo para famílias jovens e classe média.

Os dados confirmam uma tendência de valorização contínua no setor, com impacto direto na capacidade de compra e na dinâmica de arrendamento, num contexto nacional de forte subida dos preços da habitação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here