Carlos Carvalhal “É um jogo de 180 minutos, tem duas partes”

Treinador do Braga lança a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal com o FC Porto e reconhece que será um jogo diferente em relação ao do campeonato.

Meia-final com o FC Porto: “O foco é só um, isto é, tentar conseguir um bom resultado e manter a eliminatória em aberto. Nada vai ficar decidido neste jogo, seja qual o resultado. Queremos fazer um bom jogo e vamos respeitar o adversário. É um jogo com 180 minutos, em que vamos jogar a primeira parte e, mais tarde, no Dragão, jogaremos a segunda metade. A partida tem características diferentes, porque há a questão dos golos marcados fora de casa, o que pode fazer a diferença. Vamos abordar este jogo à imagem do que se faz nas competições europeias”.

Análise ao duelo anterior: “Fizemos um jogo bom a partir de determinada altura, mas reconheço que podemos fazer melhor. O FC Porto fez um jogo muito sério, à imagem do que faz nos jogos mais importantes que tem. Para eles era também um jogo importante. Nestes jogos contra equipas fortíssimas, temos que estar ao melhor nível para vencer”.

Estado psicológico da equipa: “Todos os treinadores sabem que [anular a desvantagem e empatar nos descontos] é algo que dá uma força muito grande. Só acreditando até ao último minuto, com uma crença grande, é que se consegue reverter jogos. É um sintoma de saúde mental forte. Fizemos isso nos dois últimos jogos; é muito bom para presente e para o futuro. É sinal que estamos inteiros e acreditamos até ao fim nas capacidades da equipa”.

Peso das substituições: “O André Horta já tinha entrado muito bem com o Moreirense, o Abel Ruiz e o próprio Nico Gaitán também fizeram o mesmo. Temos feito sentir aos jogadores que quem entra terá que acrescentar algo, não é para ser apenas mais um. Todos os que entraram, acrescentaram algo à equipa nos jogos com o Portimonense e o FC Porto”