O Sporting de Braga venceu hoje o FC Porto por 3-2, em jogo da segunda mão da meia-final da Taça da Portugal de futebol, e garantiu um lugar na final da competição.

Depois do empate (1-1) em Braga na primeira mão, a equipa ‘arsenalista’ entrou melhor na partida no estádio Dragão e adiantou-se no marcador aos 14 minutos, com um golo de Abel Ruiz, com o avançado espanhol a ‘bisar’ aos 28 e Piazón a fazer o terceiro, aos 28.

O FC Porto ainda reduziu por Otávio, aos 30, e por Marega, aos 75, frente a um Sporting de Braga que jogou deste os 34 minutos com menos um jogador, por expulsão do lateral colombiano Cristian Borja.

Carlos Carvalhal, treinador do Sp. Braga, em declarações na sala de imprensa do Dragão, após a passagem à final da Taça de Portugal:

«Não tenho palavras para os meus jogadores, têm sido fantásticos. Encaramos cada jogo como se fosse o último. Não tenho mais palavras para eles.

Há aqui dois jogos dentro do mesmo. Fizemos um jogo brilhante, marcámos três golos e tivemos uma bola na barra. Fizemos uma exibição realmente boa a jogar no campo todo e estávamos a justificar o que estávamos a ter. Há outro jogo depois da expulsão. Há um apelo ao carácter e à união. Os jogadores foram estóicos. Ficámos privados o lateral-esquerdo, o Raul jogou numa posição intermédia entre a esquerda e o centro e o Lucas, que tem mais capacidade defensiva que o Horta, jogou quase como defesa-esquerdo. Defendemos com qualidade, fizemos o que tínhamos de fazer e acabámos por passar. O FC Porto criou-nos dificuldades, abriu muito a frente de ataque e carregou sobre o nosso corredor esquerdo. O Lucas e o Raúl foram espetaculares. O Bruno entrou muito bem, um miúdo da equipa B.

No banco estava o Ricardo dos sub-23, o Hernâni, que é da equipa B jogou em Roma e o Vítor, da equipa B, também já jogou. Temos tido guerreiros a cair e jovens guerreiros a levantarem-se. Esta tem sido a nossa vida. O nosso plantel é curto para as exigências que temos e tivemos necessidade de chamar jovens.

[Saída de Galeno]:

«Teria de sair o Galeno, porque a função é mais complexa do que jogar contra o Manafá. Passou a ser diferente. O Galeno é muito forte no um contra um e forte na focalização individual. Tínhamos de jogar com duas linhas de quatro e achámos que tinha de ser com o Horta e com o Piazón. Eles sabem interpretar melhor o fechar dentro, quando abrir e matar linhas de passe com o posicionamento. Adoro o Galeno, está a fazer uma época brutal, mas é um jogador mais de focalização sobre o lateral contrário. 

Preparámos o jogo a pensar em duas formas do FC Porto jogar. Não íamos acertar que o Sérgio não jogava. Esperávamos as duas formas. Fizemos o nosso jogo. Não quero estar aqui a abrir muito o livro sobre o que idealizámos. Abrimos o campo, circulámos, fomos por dentro e por fora, fizemos o que temos vindo a fazer. Não tenho falado muito da minha forma de jogar. O Sp. Braga é pouco analisado. Temos tantos analistas… O treinador do Sp. Braga não vai dar dicas sobre a forma de jogar da sua equipa.»

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, em declarações na sala de imprensa do Dragão, após a eliminação nas meias-finais da Taça de Portugal frente ao Sp. Braga:

«Entrámos muito mal no jogo e não de acordo com o que é a imagem da equipa. Estávamos precavidos para a largura do Esgaio e para os movimentos do Horta e o Piazón. Os erros individuais penalizaram a equipa. O Sp. Braga em quatro remates, marcou três golos e ainda teve uma bola no ferro. Tivemos uma entrada horrível e tudo correu bem ao Sp. Braga. Não há falta no lance que dá o terceiro golo do Piazón. Não era expetável. Vamos olhar para este jogo, lembrá-lo e não vamos levantar a cabeça, vamos baixá-la e pensar no que não correu bem. 

Depois do 3-1 há um lance do Marega na área onde poderíamos ter feito o 3-2. A partir daí fomos à procura do golo, muitas vezes sem a agressividade que deveríamos ter na área. Assumo a responsabilidade, sou eu que escolho a equipa para jogar dentro de todas as condicionantes que tivemos. Vou dar o exemplo do Uribe que passou o dia fora do estágio porque foi pai. Entre jogadores limitados e jogadores aptos, prefiro os que estão aptos. Sei que há 13 ou 14 jogadores que tem outro ritmo competitivo e isso é perfeitamente normal. 

Tivemos algumas situações em que o Matheus esteve bem. Lembro-me que com 3-2 o Matheus faz uma defesa incrível que poderia ter dado o empate e a partir daí poderíamos ir à procura do golo da vitória que nos daria a passagem à final. São momentos do jogo. Pela nossa entrada, o Sp. Braga mereceu, há que dar os parabéns. 

Veja aqui os melhores momentos do jogo desta noite:

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto – SC Braga, 2-3.

Ao intervalo: 1-3.

Marcadores:

0-1, Abel Ruiz, 09 minutos.

0-2, Abel Ruiz, 14.

0-3, Piazón, 28.

1-3, Otávio, 30.

2-3, Marega, 75.

Equipas:

FC Porto: Diogo Costa, Manafá (Sérgio Oliveira, 57), Mbemba (Taremi, 23), Pepe, Sarr (Evanilson, 67), Grujic (Zaidu, 23), Uribe (Francisco Conceição, 57), Otávio, Luis Díaz, Marega e Corona.

(Suplentes: Marchesín, Diogo Leite, Taremi, Zaidu, Sérgio Oliveira, Evanilson e Francisco Conceição).

Treinador: Sérgio Conceição.

SC Braga: Matheus, Tormena, Raúl Silva, Borja, Esgaio, Al Musrati, Fransérgio, Piazón, Galeno (Bruno Rodrigues, 38), Ricardo Horta (Zé Carlos, 90+2) e Abel Ruiz (Sporar, 76).

(Suplentes: Tiago Sá, Zé Carlos, João Novais, André Horta, Sporar, Rodrigo Gomes e Bruno Rodrigues).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Esgaio (43), Piazón (77), Otávio (84). Cartão vermelho direto para Borja (34).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.