O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas prevê que a 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior possa registar mais candidatos do que em anos anteriores, devido a alterações nos calendários de exames do 12.º ano e de inscrição.

Na 1.ª fase deste ano, 43.899 estudantes ficaram colocados, correspondendo a uma diminuição de 12,1% face a 2024. Apesar da redução, a percentagem de candidatos colocados atingiu 90,1%, o valor mais elevado de sempre, quatro pontos percentuais acima do ano passado.

O presidente do Conselho de Reitores, Paulo Jorge Ferreira, sublinha que ainda é cedo para avaliar o impacto desta diminuição, uma vez que as próximas fases e as matrículas poderão alterar o panorama final. Entre os fatores que influenciam a decisão de matrícula estão o novo modelo de exames nacionais e os problemas de alojamento, que podem levar alguns estudantes a adiar ou abdicar da matrícula.

Ferreira destacou que será necessário acompanhar as fases seguintes e as matrículas para compreender completamente a distribuição de candidatos:

“Se eu for colocado numa instituição, mas devido aos problemas de alojamento não conseguir quarto, posso não me matricular logo. É preciso observar quantos concretizam a matrícula.”