Candidato da coligação Juntos por Guimarães apresenta plano para habitação acessível e medidas de simplificação no urbanismo.

A coligação Juntos por Guimarães (PSD/CDS) apresentou esta terça-feira um conjunto de propostas na área da habitação, que pretende implementar caso vença as eleições autárquicas de 12 de outubro. Entre as medidas anunciadas destaca-se a construção de 500 novas casas a custos controlados, destinadas a jovens e famílias da classe média.

Segundo Ricardo Araújo, candidato da coligação à Câmara Municipal, a habitação é “a base da estabilidade familiar, do desenvolvimento económico e da coesão social”. O social-democrata defende que Guimarães precisa de soluções para permitir que os jovens “possam viver e trabalhar no concelho”, que as famílias encontrem “oportunidades para crescer” e que a cidade se afirme como “exemplo de qualidade de vida e de acessibilidade no acesso à habitação”.

Plano de Habitação Acessível

O projeto prevê o lançamento de um Plano de Habitação Acessível para Jovens e Classe Média, com o objetivo de apoiar a fixação da população no concelho. Para a coligação, este plano é fundamental para “responder à procura crescente” e “reduzir a pressão no mercado imobiliário”, marcada pela escalada de preços.

“Queremos garantir que mais famílias possam fixar-se em Guimarães e ter acesso a casas a preços compatíveis com os seus rendimentos”, defende Ricardo Araújo.

Mais terrenos e processos mais rápidos

Outra das medidas anunciadas passa pelo aumento da disponibilidade de terrenos urbanos destinados a habitação, assegurando que o município dispõe de solo suficiente para responder às necessidades atuais e futuras.

A coligação compromete-se ainda a promover uma forte aposta na simplificação e desburocratização dos processos de licenciamento urbanístico, para que os projetos habitacionais possam avançar “de forma mais célere e eficiente”, reduzindo entraves administrativos que, segundo o candidato, “hoje atrasam ou encarecem a construção”.

Com estas propostas, Ricardo Araújo afirma querer tornar Guimarães “um território mais equilibrado e inclusivo”, capaz de oferecer “melhores condições de vida” e de fixar população jovem e qualificada.