O Gil Vicente venceu hoje no terreno do Moreirense, por 2-1, graças a um golo tardio de Héctor Hernández, aos 88 minutos, regressando assim ao quarto lugar da I Liga portuguesa de futebol, em encontro da 21.ª jornada.
O avançado espanhol, que se estreou a marcar pelo conjunto de Barcelos, foi decisivo ao cabecear para o fundo das redes já perto do final, garantindo o segundo triunfo consecutivo dos ‘galos’.
A equipa barcelense tinha-se adiantado no marcador ainda na primeira parte, aos 43 minutos, na conversão de uma grande penalidade por Murilo, a sancionar uma falta de Álvaro Martínez sobre um adversário no interior da área, lance que ditou a expulsão do defesa do Moreirense, aos 39 minutos. Na sequência dos protestos, também o treinador Vasco Botelho da Costa viu o cartão vermelho.
Apesar de jogar em inferioridade numérica, o Moreirense conseguiu chegar ao empate aos 67 minutos, por Diogo Travassos, num remate de fora da área, colocado junto ao poste, que surpreendeu o guarda-redes Lucão.
Com este resultado, o Gil Vicente passou a somar 37 pontos, mais um do que o SC Braga, quinto classificado, que recebe no domingo o Rio Ave. Já o Moreirense sofreu a segunda derrota consecutiva e ocupa o sexto lugar, com 30 pontos.
A primeira parte ficou marcada pelo equilíbrio e pela forte disputa a meio-campo, com poucas ocasiões junto das balizas e muitas faltas, num total de 22 infrações assinaladas até ao intervalo.
Depois do golo inaugural, o Gil Vicente controlou o jogo, aproveitando a superioridade numérica, e instalou-se no meio-campo ofensivo no início da segunda parte, criando várias situações de perigo.
O Moreirense conseguiu equilibrar novamente a partida após o empate e recuou linhas na fase final, mas acabou por ceder aos 88 minutos, num lance confuso na área, com Héctor Hernández a aparecer no sítio certo para cabecear de forma certeira.
O avançado espanhol ainda voltou a marcar já nos descontos, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
César Peixoto: “Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil e foi uma vitória justa”
O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, considerou justa a vitória da sua equipa em Moreira de Cónegos, por 2-1, frente ao Moreirense, em encontro da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
“Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil, e foi. É uma vitória justa. O único remate enquadrado do Moreirense deu golo. Mexemos a partir do banco e fomos felizes no final. Foi uma tarde em que tudo correu bem. Conseguimos dedicar esta vitória aos adeptos e somar três pontos”, afirmou o técnico.
Peixoto destacou a consistência da identidade da equipa, independentemente do contexto do jogo. “A equipa não muda a forma de jogar, seja em casa ou fora. Às vezes a bola entra, outras vezes não. Em muitos jogos fomos mais proativos e com mais iniciativa, mas sem eficácia. Ganhámos num estádio difícil, contra uma excelente equipa, que estava próxima de nós na classificação”, sublinhou.
O treinador dos ‘galos’ analisou ainda o desenrolar da partida, considerando que a sua equipa já se encontrava por cima antes do lance da grande penalidade. “Até ao penálti, o Moreirense não tinha qualquer remate à nossa baliza. O jogo estava muito tático, com duas equipas bem organizadas, mas já estávamos a ser mais agressivos e incisivos. Na segunda parte, dominámos por completo. O Moreirense marcou, mas colocámos dois avançados e empurrámos o adversário para a sua área na parte final”, explicou.
Por fim, César Peixoto destacou a margem de progressão do plantel e os objetivos do clube. “Esta equipa ainda tem margem de crescimento, não estamos a 100%. Sei por onde temos de evoluir para valorizar jogadores e criar mais-valias financeiras para o clube, como aconteceu com o Pablo e o Andrew. Queremos fazer crescer os jogadores individualmente e lutar pelos três pontos em cada jogo. No final fazemos as contas. Julgo que vamos terminar do meio da tabela para cima, mas, neste momento, não posso dizer exatamente onde”, concluiu.
Vasco Botelho da Costa: “Houve um jogo até à expulsão e outro depois da expulsão”
O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, considerou que o encontro frente ao Gil Vicente, perdido por 2-1, ficou marcado por dois momentos distintos, antes e depois da expulsão de Álvaro Martínez, aos 39 minutos, no jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.
“Foram dois jogos dentro de um: houve um jogo até à expulsão e outro depois da expulsão. Foi um jogo fechado e muito tático. O Gil Vicente veio com uma estratégia de ser mais agressivo na pressão do que é habitual, mas contornámos isso, embora sem criar grande perigo”, analisou.
O técnico salientou a atitude da equipa após ficar reduzida a 10 jogadores e lamentou a perda do empate já perto do final. “Com a expulsão, o jogo muda. Tivemos grande atitude. Tentámos ter bola, mas, com o tempo, ficou difícil. Faltou-nos ‘pilhas’ para segurar o empate”, assumiu.
Apesar da derrota, Botelho da Costa elogiou os seus jogadores e o adversário. “Com menos um, era mais difícil, mas sabíamos o caminho a percorrer. Houve duas oportunidades claras do Gil Vicente, mas o resultado é inglório face ao nosso esforço. Dou os parabéns ao Gil Vicente e ao César Peixoto pela época que estão a fazer. Também está de parabéns o nosso grupo de trabalho. Independentemente do resultado, os nossos adeptos estarão orgulhosos”, afirmou.
Questionado sobre o lance da grande penalidade e a expulsão do treinador por protestos, o técnico desdramatizou a situação. “Os jogadores jogam, o treinador treina, os dirigentes dirigem e os árbitros arbitram. Julgo que vêm dar o seu melhor. Fiz o meu comentário sobre o jogo, mas não insultei ninguém, nem fui mal-educado. Sou um bocado chato, mas não usei palavrões”, esclareceu.
Por fim, deixou uma mensagem de resiliência para o momento menos positivo da equipa. “O desafio nesta fase, em que os resultados não são positivos, é usar isso como motivação. Nos bons resultados, vem a motivação, mas também, por vezes, o relaxamento. Aqui tem de haver inconformismo e resiliência”, concluiu.
Ficha de Jogo
Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, Guimarães.
Moreirense – Gil Vicente, 1-2.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores
0-1, Murilo, 43 minutos (grande penalidade).
1-1, Diogo Travassos, 67.
1-2, Héctor Hernández, 88.
Equipas
– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto (Kevyn Monteiro, 73), Maracás, Gilberto Batista, Álvaro Martínez, Afonso Assis, Rodrigo Alonso (Nile John, 73), Alanzinho (Kiko Bondoso, 85), Diogo Travassos, Landerson (Francisco Domingues, 46) e Yan Lincon (Luís Hemir, 60).
(Suplentes: Mika, Leandro Santos, Kevyn Monteiro, Francisco Domingues, Nile John, Jimi Gower, Cédric Teguia, Kiko Bondoso e Luís Hemir).
Treinador: Vasco Botelho da Costa.
– Gil Vicente: Lucão, Zé Carlos, Elimbi, Buatu, Konan, Facundo Cáseres, Santi García (Agustín Moreira, 75), Luís Esteves (Zé Carlos Ferreira, 66), Murilo (Héctor Hernández, 75), Tidjany Touré (Joelson Fernandes, 54) e Carlos Eduardo (Gustavo Varela, 55).
(Suplentes: Dani Figueira, Hevertton Santos, Espigares, Zé Carlos Ferreira, Martín Fernández, Agustín Moreira, Joelson Fernandes, Gustavo Varela e Héctor Hernández).
Treinador: César Peixoto.
Árbitro: David Rafael Silva (AF Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Konan (37), Maracás (39), Dinis Pinto (59) e Yan Lincon (59). Cartão vermelho direto para Álvaro Martínez (39) e Vasco Botelho da Costa (42).
Assistência: 1.729 espetadores.



















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