PCP questiona Governo sobre impactos da gestão PPP no Hospital de Braga

Estacionamento do Hospital de Braga

O Partido Comunista Português questionou o Governo sobre os impactos da gestão em regime de Parceria Público-Privada (PPP) nas instalações e no estacionamento do Hospital de Braga.

A posição surge após uma greve e ação de protesto realizada no hospital, que contou com a participação de diversas estruturas representativas dos trabalhadores e de utentes, em defesa do Serviço Nacional de Saúde. A iniciativa teve também a presença solidária de uma delegação do PCP.

Críticas à gestão das instalações e do estacionamento

Segundo o PCP, continua em vigor no Hospital de Braga a PPP responsável pela gestão e manutenção do edifício, modelo que, na visão do partido, tem provocado custos elevados para o erário público e constrangimentos ao desenvolvimento das infraestruturas.

Entre as críticas está também a exploração do estacionamento, apontada como demasiado onerosa para profissionais e utentes.

De acordo com o partido, o tarifário voltou a aumentar e a avença anual para profissionais de saúde pode atingir 612 euros por ano.

Além disso, chegaram ao PCP várias queixas de utentes e familiares que referem gastos diários de 15 a 20 euros ou mais em estacionamento para aceder ao hospital.

Falta de alternativas de transporte

Trabalhadores e utentes alertam ainda para a fraca oferta de transportes públicos e para a ausência de soluções viáveis de mobilidade alternativa.

Entre as reivindicações está a criação de um acesso rodoviário exclusivo para profissionais, com o objetivo de garantir maior fluidez, segurança e melhores condições de entrada e saída durante os turnos.

Perguntas dirigidas ao Governo

Perante esta situação, o grupo parlamentar do PCP dirigiu várias questões à Ministra da Saúde, solicitando esclarecimentos sobre:

  • Que medidas serão tomadas para responder às reivindicações dos trabalhadores e utentes após a greve e protesto.
  • Se o Governo reconhece os impactos negativos da manutenção da PPP, incluindo os custos e as tarifas de estacionamento.
  • Quando poderá ocorrer o resgate da gestão das instalações para a esfera pública, permitindo desbloquear investimentos no hospital.
  • Se o Governo pondera alterações na gestão do estacionamento para responder às necessidades da comunidade hospitalar.
  • A possibilidade de novos acessos rodoviários e reforço da oferta de transportes públicos em articulação com a autarquia.

Entre os investimentos referidos está também a ampliação do hospital, incluindo a construção de uma nova ala de cirurgia, uma reivindicação antiga de profissionais e utentes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here