Gasolina pode subir 8 cêntimos e gasóleo 11, impulsionados pela escalada do crude devido às tensões no Médio Oriente
Nova Subida à Vista nos Postos de Abastecimento
Os preços dos combustíveis deverão voltar a subir de forma significativa já na próxima segunda-feira, naquela que será a terceira semana consecutiva de aumentos.
De acordo com a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, se a semana terminasse agora, a gasolina aumentaria cerca de 8 cêntimos por litro e o gasóleo cerca de 11 cêntimos. Ainda assim, os valores finais poderão ser superiores.
Petróleo em Forte Escalada
A subida dos combustíveis está diretamente ligada ao aumento do preço do petróleo Brent, referência na Europa, que disparou para cerca de 113 dólares por barril.
Este aumento reflete a crescente instabilidade no Médio Oriente, com o petróleo a registar ganhos acentuados nos últimos dias.
Tensões Internacionais Agravam Preços
A escalada dos preços surge após ataques a infraestruturas energéticas no Irão, nomeadamente ao campo de gás South Pars, no Golfo Pérsico.
O conflito envolve Israel e o Irão, com respostas militares que se estenderam ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos, aumentando a instabilidade numa das regiões mais críticas para o fornecimento energético global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não ter tido conhecimento prévio dos ataques iniciais, apesar de relatos contraditórios na imprensa internacional.
Governo Pode Voltar a Atenuar Subida
Face ao aumento dos preços, é expectável que o Governo português volte a aplicar um desconto no ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos), à semelhança do que tem feito nas últimas semanas, com o objetivo de reduzir o impacto no consumidor final.
Tendência Ainda em Aberto
As cotações do petróleo ainda não estão fechadas para a semana, pelo que a tendência de subida poderá agravar-se até ao final da semana, dependendo da evolução da situação geopolítica.
Tudo indica que os consumidores portugueses deverão preparar-se para novos aumentos significativos nos preços dos combustíveis, num contexto internacional cada vez mais instável.

































