Autarquia liderada por Luís Nobre destaca ano recorde, mas oposição aponta falhas na execução e menor ambição em áreas estratégicas
A Câmara de Viana do Castelo aprovou as contas relativas a 2025, registando um resultado líquido positivo de 10,5 milhões de euros, num ano marcado por receitas de 114,2 milhões e despesas de 113,9 milhões de euros.
O Relatório de Atividades e Documentos de Prestação de Contas foi aprovado com os votos favoráveis da maioria socialista, a abstenção da coligação PSD/CDS-PP e o voto contra do Chega.
O presidente da autarquia, Luís Nobre, destacou que o município atingiu “o nível mais elevado de atividade de sempre”, sublinhando que, apesar de uma taxa de execução de 68,4%, nenhuma prioridade foi abandonada. Os constrangimentos foram justificados com atrasos na operacionalização de programas como o Portugal 2030 e o Plano de Recuperação e Resiliência.
Do lado da oposição, Joana Ranhada, da coligação PSD/CDS-PP, considerou que “a concretização ficou aquém do previsto”, apontando falhas em áreas que deveriam ser mais estruturantes. A vereadora destacou ainda o aumento da carga fiscal sentida pelos munícipes, nomeadamente através do IMI, defendendo uma maior ambição em áreas como o apoio ao empreendedorismo jovem.
Em resposta, Luís Nobre garantiu que não houve aumento de impostos, explicando que o crescimento da receita resulta do aumento do número de contribuintes e da dinâmica económica do concelho.
As contas agora aprovadas refletem, assim, um equilíbrio financeiro positivo, ainda que marcado por divergências políticas quanto ao ritmo e alcance da execução das políticas municipais.































