Ministro anuncia queixa-crime contra Ricardo Carrilho, que o acusou de «pressões ilegítimas», «interferência política asfixiante» e retaliação após a sua exoneração.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, vai apresentar uma queixa-crime contra Ricardo Carrilho, antigo secretário-geral do Ministério da Administração Interna (MAI), na sequência das acusações feitas pelo ex-responsável após o seu afastamento do cargo.
Segundo o jornal Expresso, o gabinete do ministro considera as declarações de Ricardo Carrilho «caluniosas e difamatórias» e sustenta que uma parte significativa das acusações contém «grotescas falsidades».
O Ministério da Administração Interna entende ainda que as declarações do antigo dirigente violam deveres funcionais que se mantêm aplicáveis mesmo após a cessação de funções. Nesse sentido, garante que «serão acionadas as devidas participações criminais».
Ricardo Carrilho, que ocupava o cargo desde janeiro de 2025, foi exonerado por Luís Neves na passada segunda-feira. Na sequência da decisão, o antigo secretário-geral acusou o ministro de exercer «pressões ilegítimas» e de promover uma «interferência política asfixiante».
Carrilho alegou também que o afastamento teve como objetivo exercer «retaliação» e condicionar o apuramento da verdade.
O caso coloca frente a frente o atual ministro da Administração Interna e o antigo responsável pela secretaria-geral do ministério, num confronto marcado por acusações mútuas e que poderá agora ter desenvolvimentos na esfera judicial.
A eventual apreciação dos factos pelas autoridades competentes permitirá determinar se existem fundamentos para responsabilização criminal.



































