Estudantes da UMinho saem à rua contra rendas de 200 euros e subida das propinas

Movimento Resiste.UM convocou uma manifestação para quarta-feira, às 13:00, no campus de Gualtar, em Braga. Estudantes contestam o aumento dos preços nas residências universitárias, as alterações às bolsas de estudo e a possibilidade de subida das propinas.

Os estudantes da Universidade do Minho vão manifestar-se na próxima quarta-feira, 21 de outubro, no campus de Gualtar, em Braga, contra o aumento dos custos do alojamento universitário, a eventual subida das propinas e as alterações às regras de atribuição de bolsas de estudo.

O protesto foi convocado pelo movimento estudantil Resiste.UM e tem início marcado para as 13:00. A iniciativa pretende mobilizar a comunidade académica para contestar medidas que, segundo os promotores, podem agravar as dificuldades financeiras dos estudantes e limitar o acesso ao ensino superior.

A convocatória surge na sequência de um abaixo-assinado contra o aumento dos preços do alojamento estudantil, que, de acordo com o movimento, reuniu mais de 500 assinaturas em cerca de duas semanas.

Residências universitárias com preços até 200 euros

Uma das principais críticas dos estudantes diz respeito ao aumento do limite máximo mensal por cama nas residências públicas para bolseiros, que passou de 91,44 euros para 161,14 euros no atual ano letivo.

O Resiste.UM denuncia também a existência de quartos individuais nas residências da Universidade do Minho com preços que podem atingir os 200 euros mensais. O movimento considera que estes valores ultrapassam o limite legal aplicável e exige uma revisão dos encargos suportados pelos estudantes.

Os custos com o alojamento representam uma das principais preocupações dos estudantes deslocados, que têm de suportar despesas adicionais para frequentar o ensino superior longe da residência familiar.

Alterações às bolsas de estudo também motivam protesto

As mudanças no Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) constituem outro dos motivos de contestação.

Segundo o Resiste.UM, as alterações poderão reduzir os apoios destinados aos estudantes provenientes de famílias com menores rendimentos e retirar o complemento de alojamento de 50 euros a milhares de estudantes deslocados.

O movimento considera que estas mudanças podem agravar as dificuldades económicas de quem depende dos apoios sociais para prosseguir os estudos, defendendo o reforço da ação social escolar e a proteção dos estudantes em situação de maior vulnerabilidade financeira.

Possível subida das propinas aumenta contestação

A eventual subida das propinas, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027, é igualmente apontada como motivo para a mobilização.

Os estudantes contestam ainda alterações ao regime jurídico dos graus e diplomas do ensino superior, por entenderem que poderão criar obstáculos ao acesso a licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

Perante este cenário, o Resiste.UM defende a redução dos encargos associados à frequência universitária e reivindica a gratuitidade do ensino superior.

SASUM justificam diferenciação de preços

Em resposta às críticas relativas aos preços das residências universitárias, os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) explicaram que os valores praticados foram aprovados pelos órgãos competentes, incluindo o Conselho de Ação Social, no qual os estudantes têm representação.

A instituição justifica a diferenciação de preços entre quartos individuais e duplos com as diferenças existentes ao nível da privacidade, do conforto e da utilização de recursos.

Esta posição surge num contexto de contestação por parte dos estudantes, que reclamam uma revisão dos encargos com o alojamento e maior proteção para quem depende de apoios sociais.

Movimento apela à participação da comunidade académica

O Resiste.UM pretende alargar a mobilização para além dos estudantes que integram o movimento, apelando à participação de associações académicas, núcleos estudantis e grupos culturais.

A Associação Académica da Universidade do Minho também foi chamada a associar-se ao protesto.

Entre as principais reivindicações estão o reforço da ação social escolar, a redução dos custos do alojamento universitário e a gratuitidade do ensino superior.

A manifestação está marcada para quarta-feira, 21 de outubro, às 13:00, no campus de Gualtar, em Braga, num momento em que os custos associados à frequência universitária estão no centro das preocupações de parte da comunidade estudantil.

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