Associação Comercial de Braga exige apoios específicos do Estado para as empresas do sector. Com as lojas fechadas, reclama-se incentivos à redução das rendas

A direcção da Associação Comercial de Braga (ACB) entende que as medidas de apoio ao tecido económico anunciadas anteontem pelo Governo “enfermam de uma inaceitável discriminação a todo o sector do comércio e de muitos serviços”.
Em comunicado, a estrutura empresarial lamenta a não atribuição de linhas de crédito para aqueles dois sectores, à semelhança do que foi aprovado para a restauração, turismo e indústrias têxtil, vestuário, calçado, extractiva e madeiras.

Alegam os dirigentes da ACB que o sector do comércio é um dos mais afectados pela pandemia Covid-19, representando mais de 700 mil postos de trabalho, mais de meio milhão em micro ou pequenas empresas, “números que pela sua dimensão devem merecem uma particular atenção dos responsáveis governamentais”.
Além disso, a ACB considera que o valor do pacote de medidas”, na ordem dos 3 000 milhões de euros, “é francamente insuficiente e revelador da forma economicista com que o Governo está a encarar a resposta à crise”.
Na sua tomada de posição, a associação empresarial aponta para Espanha, onde o Governo “anunciou um pacote de 200 mil milhões de euros para resgatar a sua economia, cerca de 16% do PIB espanhol, que compara com o pacote anunciado pelo Governo português ,que representa menos de 5% do PIB de Portugal”.

Entende ainda a direcção da ACB que, “na maioria dos casos, não é com a contracção de mais endividamento pelas empresas que garantimos a sua sobrevivência e respectiva salvaguarda de postos de trabalho, mas sim com medidas que desonerem, de forma rápida e sem burocracias, a tesouraria das empresas que assistiram ao desaparecimento abrupto das suas receitas”.


Como medida concreta de apoio às empresas de comércio e serviços, a ACB fez chegar ao Governo, através da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, uma proposta de benefício em IMI aos proprietários que concedam, até 30 e Junho deste ano, uma redução da renda mensal de lojas não inferior a 25 % e por um período não inferior a seis meses.
O director geral da ACB, Rui Marques, justificou, em declarações ao Correio do Minho, que “a prioridade das empresas é o pagamento de salários”, pelo que é urgente “estimular a redução das rendas durante este período de crise”, até porque a maioria dos estabelecimentos de comércio e serviços estão actualmente de portas fechadas.
“O comércio a retalho está sem receitas”, declara Rui Marques.

Associação Comercial apela ao comércio electrónico

A Associação Comercial de Braga (ACB) estimula, nesta fase de retracção abrupta da actividade comercial por força das medidas de contingência impostas pelo estado de emergência, o recurso ao comércio electrónico e a outros meios de comunicação.
Rui Marques, o director geral da ACB, entende que as redes sociais, o email e o telefone são úteis, nesta fase de encerramento dos estabelecimentos comerciais não prioritários, para a realização de algumas vendas.

O responsável da ACB chama a atenção para a possibilidade de utilização da plataforma de comércio electrónico ‘I Shop Braga’ por parte dos comerciantes que agora estão impedidos de fazer atendimento presencial em loja.

“Recomenda-se um reforço de investimento neste canal”, disse-nos Rui Marques, ressalvando que aos interessados apenas de exige a disponibilização dos produtos para serem fotografados ou fotografias dos mesmos, não havendo custos de adesão ao portal.
“Basta ligarem connosco”, realça Rui Marques, apontando a experiência de outros países afectados pela pandemia Covid-19, onde se registou uma “adesão massiva ao comércio electrónico”.

Muito usado por empresas de vestuário e calçado, o ‘I Shop Braga’ é aberta a todo o tipo de comércio, incluindo o alimentar.

IN “correio do Minho”

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