Rapazes afegãos, egípcios e iranianos, com idades entre 15 e 17 anos, vêm de campos de refugiados da Grécia.

Chega esta terça-feira a território nacional o primeiro grupo de jovens menores oriundos de campos de refugiados da Grécia que Portugal se dispôs a receber. São, para já, 25 jovens, de um total de 500.

Este primeiro grupo é composto apenas por rapazes, com idades entre os 15 e os 17 anos, e são de três nacionalidades: afegãos, egípcios e iranianos.

Em Portugal, pelo menos nos primeiros seis meses, os jovens vão ficar à guarda da Cruz Vermelha.

Segundo a renascença, os jovens vão ficar alojados num edifício recentemente requalificado em Lisboa e serão acompanhados por uma equipa de 20 técnicos criada especificamente para esta missão.

Compromisso mantido desde maio

Em maio passado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciava a a abertura de Portugal para receber estes jovens.

“O compromisso de acolher 500 dos 5.000 menores não acompanhados em campos na Grécia mantém-se e será concretizado logo que restrições devidas à pandemia o permitirem”, afirmou na Comissão na Assembleia da Republica.

O processo de acolhimento e integração destes menores foi preparado pelos ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Presidência, que tutela as Migrações.

Além de Portugal, uma dezena de Estados-membros responderam positivamente ao apelo da União Europeia. Bélgica, Bulgária, Croácia, Finlândia, França, Irlanda, Lituânia, Alemanha e Luxemburgo vão também acolher jovens sem pais, nem família, que vivem em campos de refugiados.