Paulo Cunha, atual presidente da Câmara de Famalicão, não vai recandidatar-se ao cargo. O autarca considera que é a altura de se abrir uma “nova janela” para o concelho.

Numa comunicação que fez nesta terça-feira, através da sua página do Facebook, para explicar as razões que o levam a não se recandidatar à Câmara Municipal nas próxima autárquicas, Cunha explicou que é altura de abrir uma “nova janela, uma nova oportunidade” para alguém “que mereça a confiança dos famalicenses”.

“Famalicão precisa de um presidente de Câmara no médio longo prazo, não precisa de presidente de Câmara que conclua um último mandato de quatro anos. Há ambições que reclamam esta longevidade da governação autárquica”, afirmou apontando o Plano de Recuperação e Resiliência e o quadro comunitário como “ambições e oportunidades” que “reclamam estratégia além de quatro anos”.

O autarca adiantou que se dedicou aos “desígnios” de Famalicão de forma “completa e plena”, abdicando de “tudo”: da vida profissional, profissional e até familiar. “Foram 12 anos bem sucedidos”, adiantou, frisando que conseguiu “colocar Famalicão no mapa”. “Ajudei o concelho a chegar a este ponto.”

Referindo que ser presidente de Câmara não é uma profissão, e notando que “dedicação às causas públicas deve ocupar um tempo”, Cunha frisou que lhe compete decidir o “momento certo” para terminar a “relação autárquica”, assegurando ter “cumprido integralmente” os compromissos assumidos.

Paulo Cunha fez questão de sublinhar que um presidente de Câmara não tem de sair para ser deputado ou para qualquer outro cargo, nem para se aposentar, por isso vai regressar à vida profissional de jurista e docente universitário.