O ano letivo é novo, mas os problemas já não são de agora. As aulas já começaram em todas as escolas no país, mas 65 mil alunos têm falta de pelo menos um professor nos seus horários. A agravar essa escassez, cerca de 5 mil professores estão em falta, seja por estarem abrangidos por regime de mobilidade reduzida, seja por estarem de baixa médica comprovada.

Relata a ‘CNN Portugal’ que é com esse cenário como pano de fundo que o Governo irá reunir com os sindicatos do setor para encontrar soluções para uma nova estrutura de contratação de professores.

O Ministério da Educação está disponível para transferir para as escolas a responsabilidade para contratarem diretamente um terço dos professores de que precisam, mas os representantes não consideram que essa seja a solução um problema que se arrasta há anos.

As escolas apontam que já no passado se tentou algo parecido, com as bolsas de recrutamento, mas que não funcionaram, denunciando a existência de “amiguismos ou cunhas” e a falta de transparência desse processo.

A falta de professores nas escolas públicas só se poderá solucionar se a tutela “olhar para as necessidades” dessas instituições e “abrir o número necessário de vagas para os quadros para que os professores possam concorrer”.

Mas essa solução não se pode cingir à área da Educação, e as escolas pedem também a intervenção do Ministério das Finanças, para ser possível aumentar os salários dos professores e prestar apoios à estadia e deslocação dos docentes que residem a grandes distâncias dos estabelecimentos onde ensinam.

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