O candidato à liderança da Iniciativa Liberal e deputado, Rui Rocha, foi hoje recebido na Convenção Nacional com um forte abraço do atual presidente João Cotrim Figueiredo e desvalorizou as críticas trocadas entre liberais, nomeadamente com Carla Castro.

Cerca das 09:10 da manhã, no Centro de Congressos de Lisboa, onde hoje termina a VII Convenção Nacional da IL, Rui Rocha chegou e foi aplaudido por cerca de duas dezenas de apoiantes, onde se incluía o ainda presidente João Cotrim Figueiredo, que o recebeu com um forte abraço.

Questionado sobre as críticas trocadas entre membros e candidatos no primeiro dia de convenção, nomeadamente entre si e Carla Castro, Rui Rocha desvalorizou, dizendo que a reunião magna passa a imagem de “um partido muito forte com capacidade de falar ao país”.

“É óbvio que há sempre momentos de discussão mais acalorada, isso faz parte do processo político, estaremos seguramente mais fortes a partir de segunda-feira, e conto com todos liberais, incluindo comigo, em qualquer cenário, para transformarmos o país”, assegurou.

O candidato foi confrontado por diversas vezes pelos jornalistas com alguns momentos mais acesos do primeiro dia, mas desvalorizou sempre: “Percebo que se queira concentrar nas críticas e momentos mais quentes, mas o meu objetivo como candidato à presidência do partido é dizer a todos os liberais, e também ao país, que podem contar com a IL e que a trajetória de crescimento continuará”.

“Não há fraturas irreparáveis, eu vou repetir, a minha visão e compromisso com os membros da IL, mas também com o país, é um partido forte e unido onde todos os que quiserem contribuir para este projeto terão o seu lugar”, afirmou.

Questionado sobre se segunda-feira o partido esquece a troca de críticas e eventuais feridas, Rocha disse não ser “médico ou enfermeiro”.

Quanto à relação com Carla Castro, Rui Rocha garantiu que continuará “a mesma de sempre” ou seja, “uma relação cordial, uma relação de trabalho”, mostrando-se convicto que a deputada sente o mesmo e que estarão unidos no dia seguinte à volta de um objetivo comum “que é a IL continuar a afirmar-se”.

Sobre um eventual discurso escrito, Rui Rocha respondeu que traz um “na cabeça”.

“Na minha cabeça trago porque sou uma pessoa minimamente previdente, mas isso não significa que o resultado não possa ser qualquer um, o que é importante é que os membros decidam, o meu discurso logo se vê se for o caso”, rematou.

A VII Convenção da Iniciativa Liberal termina hoje no Centro de Congressos de Lisboa, e os cerca de 2.300 membros do partido inscritos na reunião magna vão eleger o sucessor de João Cotrim Figueiredo na liderança do partido, que nas últimas legislativas passou de um para oito deputados.

Na primeira convenção eletiva da história da IL (fundada em 2017), disputam a presidência da Comissão Executiva Rui Rocha e Carla Castro, ambos deputados e membros da direção cessante, e o conselheiro nacional José Cardoso.

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