Minhotos dominaram a primeira parte, mas caíram por 1-0 com golo na segunda metade
O Gil Vicente foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting, após uma derrota por 1-0 no Estádio Cidade de Barcelos. A equipa minhota foi superior na primeira parte, desperdiçando várias oportunidades, mas acabou por sofrer o único golo do jogo aos 68 minutos, num remate de Debast que desviou em Castillo.
Os gilistas ainda viram um golo anulado pelo VAR, aos 88 minutos, por um fora de jogo milimétrico de três centímetros de Rúben Fernandes. A expulsão de Zé Carlos, aos 73 minutos, dificultou ainda mais a missão do Gil Vicente, que se despede assim da prova com um desempenho aguerrido, mas sem a recompensa desejada. O Sporting segue para as meias-finais, onde enfrentará o Rio Ave.
José Pedro Pinto, treinador do Gil Vicente, na sala de imprensa, após derrota por 1-0 frente ao Sporting:
«Quero cumprimentar o Sporting pela vitória, mas fizemos um excelente jogo. Tivemos muito bem na primeira parte, com e sem bola, não permitimos nada ao adversário e construímos quatro oportunidades claras de golo.
Na segunda parte entrou o Gyokeres, que dá mais confiança à equipa e o Sporting teve mais bola. Sofremos um golo num ressalto de bola, tivemos um jogador expulso depois de fazer apenas duas faltas, a primeira nem parece falta, e, mesmo assim, com um jogador a menos, fomos capazes de marcar.
Depois surgiu a má notícia do golo ter sido anulado por três centímetros e acaba por decidir a eliminatória. Para mim, desculpem a frontalidade, é manipulável. Pelas imagens há clara sensação de que não há fora de jogo. Basta chegar um pouco à frente ou atrás, o primeiro contacto com a bola é subjetivo e o golo foi anulado. Os três centímetros fizeram a diferença. Acho que a minha equipa, pelo que fez, merecia o prolongamento.
[falta de eficácia definiu a eliminatória?] Claramente. O Sporting é uma grande equipa, tem um grande guarda-redes, e hoje não fomos eficazes nesse capítulo.
[com este jogo ganhou pontos para ficar na equipa?] Estou no Gil Vicente há ano e meio e estou aqui para servir o clube. Se tiver de voltar aos sub19, volto porque estão a realizar uma grande época. Se quiserem que fique nesta equipa, penso que hoje acho que comecei a conquistar os jogadores. Sinto-os bem mais próximos e os jogadores acabaram por demontrar grande atitude e muita união.
[novo sistema tático teve a ver com a forma de jogar do Sporting ] Fomos ao encontro a uma forma de estar da equipa que já teve sucesso no passado. Temos jogadores que já jogaram neste sistema e podem interpretar muito bem. Acaba por ser uma opção bem conseguida. A equipa sente-se confortável a jogar neste esquema».
Rui Borges, treinador do Sporting, na sala de imprensa, após vitória por 1-0 frente ao Gil Vicente:
«Honestamente estava chateado com a primeira parte e acho que podemos agradecer ao Rui Silva pelas duas boas defesas que fez. Acima de tudo era a atitude competitiva que estava muito abaixo do exigido num clube destes. Ao intervalo estava mesmo chateado.
Na segunda parte mudou o chip e mais do que a tática ou a técnica, era preciso outra atitude competitiva. Podemos jogar mal, mas isso não pode faltar. Mais agressivos, mais pressionantes e a mudança foi visível. Mais do que o treinador, é a exigência que temos de ter individualmente. Não temos ganho sempre, a atitude tem sempre de lá estar.
[porque é que o Sporting jogou assim na 1.ª parte] A vitória é importante porque dá confiança aos miúdos, à malta que tem jogado menos e a todos os outros. Foi esse o discurso inicial, a equipa que hoje jogou era capaz. Em termos táticos não mudou nada para a segunda. Mudou apenas o chip. A única coisa que mudamos foi a dinâmica que o Gil Vicente apresentou hoje, mas rapidamente ajustamos. A equipa esteve compacta, junta e uma atitude competitiva grande.
[posição de Debast] Para coltar a meter o Debast a central, iriamos ter de adaptar outro naquela posição. Por isso, ele como está habituado, ficamos assim, até porque o Matheus Reis já está habituado, também, a jogar naquele lugar. O Alexandre Brito também fez um grande jogo.
[estreia de Kauã] É um miúdo que treina connosco todos os dias, vem de uma lesão, mas que eu vejo que tem muita qualidade. É algo que vamos persentindo e fico feliz pelo miúdo que vem de um calvário. Se calhar há seis meses estava numa favela e agora está a estrear-se no Sporting. Acima de tudo é mérito dele.
Tenho muito orgulho no meu passado e no meu caminho até aqui. O sonho de disputar uma final da Taça de Portugal é de toda a gente e eu sempre o tive. Ainda temos dois jogos difíceis antes de chegar a esse objetivo
[o calendário vai desanuviar, é bom para o Sporting?] O Sporting é a equipa mais regular porque vai em primeiro. Eu prometo trabalho e mais trabalho. Vou ter algum tempo para trabalhar melhor, de uma forma que gostamos mais, mas não é em 15 dias que vai mudar tudo. A paragem é importante e é importante chegar a essa fase com mais gente para treinar para o grupo ficar mais competitivo».
































