Fogo continua ativo há uma semana, mas proteção civil acredita que poderá estar próximo de ser dominado, caso se mantenham as atuais condições.
O incêndio florestal que há uma semana lavra no concelho de Ponte da Barca está a evoluir de forma positiva, segundo o mais recente ponto de situação feito esta manhã pelo comandante da Proteção Civil, Elísio Oliveira.
“Os trabalhos estão a decorrer favoravelmente. Acreditamos que, se tudo continuar como até agora, nas próximas horas poderemos ter boas notícias”, afirmou às 10:00.
Apesar do otimismo, o responsável alertou que o fogo continua ativo e que o vento previsto para o final da manhã poderá provocar reativações em pontos que, embora aparentemente controlados, ainda exigem atenção redobrada.
“O incêndio mantém-se ativo e estamos a trabalhar na consolidação do rescaldo. Só quando houver garantia de que o fogo não passará para novas áreas será possível considerá-lo dominado”, frisou.
Elísio Oliveira sublinhou que este tipo de combate “é muito injusto”, realçando o esforço incansável dos operacionais no terreno, entre os quais bombeiros, equipas do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), sapadores florestais e GNR.
“Basta uma rotação de vento em locais onde a chama não é visível para que haja reativações que comprometam todo o trabalho já feito”, alertou.
Feridos ligeiros no teatro de operações
No que diz respeito a feridos, o comandante confirmou duas ocorrências na sexta-feira:
- Um elemento do ICNF sofreu uma queda com traumatismo num membro superior, tendo sido transportado ao hospital;
- Outra situação envolveu um acidente sem gravidade, com o operante a recusar transporte hospitalar.
“Felizmente, nenhuma das situações foi considerada grave”, referiu.
Meios aéreos reforçados
A operação no terreno está a ser apoiada por dois helicópteros ligeiros, com reforço de um helicóptero bombardeiro pesado, duas parelhas de aviões bombardeiros e um helicóptero de coordenação.
A Proteção Civil mantém o alerta e reforça a necessidade de vigilância contínua, uma vez que as condições meteorológicas continuam a representar risco elevado para o alastramento de incêndios florestais.
































