Autarca de Braga defendeu em Bruxelas uma visão integrada que reforce a resiliência e a coesão das regiões, no âmbito da Estratégia Europeia de Defesa 2030.
O Comité Europeu das Regiões (CdR) defendeu esta quarta-feira, em Bruxelas, a participação das cidades e regiões na elaboração da futura Estratégia Europeia de Defesa, sublinhando que o investimento nesta área deve privilegiar as indústrias locais.
Durante o debate, o relator do parecer e presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou que “a segurança europeia não pode depender apenas do aumento do investimento militar”, defendendo antes “uma visão integrada que reforce a resiliência das comunidades, a competitividade dos territórios e a coesão entre as regiões”.
Segundo o autarca, a nova Estratégia Europeia de Defesa 2030 será essencial para “salvaguardar a segurança da Europa, apoiar aliados como a Ucrânia e preparar o continente para enfrentar ameaças emergentes”, nomeadamente vindas da Rússia.
Ricardo Rio destacou ainda o papel dos municípios e das regiões, que são “os responsáveis por transformar a estratégia em ações concretas que protegem os cidadãos, promovem a inovação e impulsionam o desenvolvimento sustentável”.
O CdR aprovou um parecer que propõe recomendações locais e alterações legislativas, de forma a garantir que o programa Readiness2030 considera as realidades territoriais e beneficia PME e polos empresariais europeus, reforçando a coesão regional.
O documento sublinha também que a Política de Coesão pode apoiar a indústria de defesa “desde que contribua para a criação de emprego e crescimento económico regional”, apelando a uma maior sinergia entre as políticas de coesão e de defesa.
Os dirigentes locais defendem que pelo menos 70% dos custos das componentes de defesa dos projetos financiados pela UE devem ter origem em território europeu, garantindo assim uma “preferência europeia” e o fortalecimento da soberania industrial e tecnológica da União.
Finalmente, o comité alertou para o risco de um “abismo orçamental” devido às atuais restrições financeiras, propondo alargar o prazo de planeamento até 2032 e criar novos recursos próprios da UE para assegurar o financiamento sustentável da segurança europeia
































