Vitória SC impõe primeira derrota interna ao FC Porto e segue para a ‘final four’ da Taça da Liga

Minhotos vencem no Dragão e marcam duelo com o Sporting nas meias-finais

O Vitória SC carimbou esta quinta-feira a presença na ‘final four’ da Taça da Liga ao derrotar o FC Porto por 3-1 no Estádio do Dragão, num jogo marcado por três erros decisivos dos portistas, transformados em golos pela formação de Guimarães.

A equipa de Luís Pinto tornou-se assim a primeira a vencer o FC Porto em competições nacionais esta época, aproveitando um adversário descaracterizado pelas muitas mudanças promovidas por Francesco Farioli e por falhas individuais que acabaram por ditar o desfecho da partida.

Os dragões até começaram melhor e abriram o marcador aos oito minutos, através de um chapéu de grande classe de Gabri Veiga, após passe em profundidade de Pablo Rosario. No entanto, a vantagem não durou até ao intervalo: aos 38 minutos, um erro do próprio Rosario terminou em falta sobre Oumar Camara dentro da área. Nélson Oliveira converteu o penálti e restabeleceu a igualdade.

Na segunda parte, o Vitória intensificou a pressão e voltou a beneficiar de um erro portista. Aos 53 minutos, Alan Varela perdeu a bola em zona proibida para Samu Silva, que não vacilou perante Cláudio Ramos e completou a reviravolta.

O FC Porto mostrou dificuldades em reagir e, apesar de um golo anulado a Samu por falta antecedente, acabaria por sofrer o 3-1 final aos 79 minutos. Eustáquio cometeu grande penalidade sobre Noah Saviolo e Oumar Camara encarregou-se de selar o triunfo vitoriano.

Com este resultado, o Vitória SC garante lugar na ‘final four’, marcada para 06 de janeiro de 2026, no Estádio Municipal de Leiria, onde irá defrontar o Sporting, vencedor por 5-1 frente ao Alverca.

A noite ficou marcada por uma assistência a rondar os 30 mil espectadores e por um FC Porto incapaz de corrigir lapsos defensivos que acabaram por comprometer a sua continuidade na prova.

Farioli admite erros, elogia adeptos e lamenta nova lesão: “Tentámos tudo”

Francesco Farioli reconheceu, após a derrota por 3-1 frente ao Vitória SC, que o FC Porto não conseguiu corresponder ao desejado, apesar do esforço para dar a volta ao resultado.

O treinador destacou que a equipa “tentou tudo”, mas que os erros cometidos foram determinantes. Ainda assim, preferiu sublinhar a reação do público:
“Os adeptos foram fantásticos, especialmente depois do jogo. Deram-nos o impulso para seguir em frente.”

Sobre uma eventual desvalorização da Taça da Liga, Farioli foi perentório:
“Tentámos tudo para ganhar. Não foi suficiente, mas é virar a página e continuar.”

O técnico lembrou ainda que as duas derrotas da época aconteceram sempre com dois penáltis sofridos:
“Precisamos mostrar a reação certa e não tenho dúvidas de que o faremos.”

A lesão de Gabri Veiga foi outro ponto sensível. O médio saiu ao intervalo com dores, e o treinador revelou preocupação:
“Ele dizia que estava bem, mas as imagens não eram boas. Estamos a pagar caro com as lesões. É parte do futebol e agora é hora de outros aproveitarem a oportunidade.”

Luís Pinto elogia coragem da equipa e destaca competência estratégica na vitória no Dragão

Luís Pinto mostrou-se satisfeito com a exibição do Vitória SC após o triunfo por 3-1 no Dragão, resultado que garantiu a presença na final four da Taça da Liga. O treinador sublinhou que vencer o FC Porto exigia uma equipa “muito forte” e extremamente competente em vários momentos do jogo.

“O FC Porto só tinha sofrido dois golos em casa e nós marcámos três. Para ganhar aqui era preciso ser muito competente, não só na pressão, mas em tudo o resto.”
O técnico reconheceu que a equipa demorou a ajustar-se, especialmente porque o FC Porto conseguiu explorar o seu médio defensivo nos minutos iniciais, mas destacou a clareza com que os jogadores se adaptaram e corrigiram posicionamentos.

Sobre as muitas alterações no onze portista, Luís Pinto garantiu que não se deixou surpreender:
“A estrutura era praticamente a mesma. Não mudou muito o nosso plano.”

A titularidade de Samu Silva foi explicada como uma decisão estratégica:
“Precisávamos de alguém que entendesse bem o jogo e liderasse dentro de campo. Ele dá-nos isso.”

O treinador falou ainda da postura mais adiantada da equipa, justificando-a com as características do plantel:
“Ter jogadores mais altos no campo permite-nos recuperar a bola perto da baliza adversária. Exige correr mais, mas faz parte.”

Quanto ao apuramento para a final four, Luís Pinto garantiu que a ambição é grande, mas que o foco imediato continua a ser o campeonato:
“Estamos muito felizes, mas ainda não estamos a pensar nisso.”

O técnico admitiu que a análise ao jogo inaugural da liga entre as duas equipas serviu de base, mas não foi suficiente, já que o FC Porto apresenta hoje dinâmicas diferentes:
“Apelei à coragem dos jogadores. Tivemos mais bola, mais paciência e isso fez a diferença num estádio muito difícil.”