Autarquia vai avaliar viabilidade técnica, financeira e territorial de um sistema de metro de superfície com horizonte até 2040
A rede de transportes de Braga vai ser alvo de um estudo técnico aprofundado para avaliar a implementação de um sistema de metro ligeiro. A proposta, apresentada pela Iniciativa Liberal (IL), foi acolhida pelo executivo municipal e inscrita no Orçamento para 2026, com o objetivo de planear a mobilidade urbana a médio e longo prazo e garantir uma base sólida para decisões futuras.
Após a reunião do executivo, o vereador Rui Rocha sublinhou a expectativa de que as propostas aprovadas “venham a ser refletidas em concreto na execução” orçamental. Para a IL, a avaliação de uma solução de metro de superfície assume-se como um pilar essencial de uma nova rede de transportes, sobretudo face às alterações recentes no dossiê do BRT, que, segundo o vereador, obrigam a autarquia a projetar a cidade num horizonte mais alargado.
“É preciso olhar para o que pode ser a mobilidade em Braga, na zona urbana nomeadamente, mas não só, daqui a cinco, dez ou 15 anos”, afirmou Rui Rocha, alertando para os custos do imobilismo. “Se não começarmos de imediato a preparar essa visão, o tempo passa e a realidade é mais veloz do que o município.”
O compromisso com esta análise estratégica encontra-se formalizado na Proposta das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026. No documento, o município assume que, antes de qualquer decisão de investimento, é necessária uma avaliação rigorosa da adequação técnica, financeira e territorial de uma solução desta escala.
“Em 2026, o Município avançará com o estudo da viabilidade de um sistema de metro ligeiro em Braga, assumindo desde já uma abordagem responsável, baseada na evidência e na análise cuidada dos impactos”, lê-se no documento, que destaca ainda a importância de identificar os corredores com maior procura e de definir a integração do futuro sistema com a rede dos TUB, o BRT e a ligação à futura estação de Alta Velocidade.
Apesar de a dotação orçamental para 2026 assegurar a viabilidade financeira do estudo, o processo encontra-se ainda numa fase inicial. Segundo fontes da autarquia, o documento aprovado estabelece apenas as linhas mestras do projeto, servindo como base técnica para os próximos passos administrativos.
Antes do lançamento do procedimento concursal, o município irá realizar uma consulta preliminar ao mercado, destinada a aferir preços e a definir o valor base do concurso. Só após essa auscultação e da respetiva validação técnica avançará a adjudicação do estudo, considerado determinante para o futuro da mobilidade em Braga.
































