O troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou na zona de Coimbra, após o rompimento de um dique do Rio Mondego, deverá demorar “várias semanas” a ser reparado, admitiu o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
A circulação encontra-se interrompida entre Coimbra Norte e Coimbra Sul (km 198 e km 189), nos dois sentidos, depois de o tabuleiro do viaduto ter cedido na sequência da rutura do dique nos Casais. A Brisa – Concessão Rodoviária confirmou o abatimento do pavimento no sentido Norte-Sul, sublinhando que o corte foi feito de forma preventiva e que não houve risco para utilizadores ou trabalhadores.
Quais são as alternativas?
Perante a interrupção da A1, a Brisa recomenda aos automobilistas a utilização das seguintes vias alternativas:
- Corredor A8 / A17 / A25
- IC2
A concessionária admite que, neste momento, “não é possível estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, garantindo que está a mobilizar meios para minimizar os transtornos.
Intervenção condicionada pela força das águas
Segundo a Brisa, o colapso ocorreu após um débito excecional superior a 2.100 metros cúbicos de água por segundo, que provocou a escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego.
No local encontram-se mais de 30 operacionais e dezenas de camiões com enrocamento (blocos de rocha compactados) para reforçar a estrutura. No entanto, o ministro alertou que a intervenção estrutural definitiva só poderá avançar quando o caudal do rio baixar.
“Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviço dos portugueses”, afirmou Miguel Pinto Luz, sublinhando que a situação resulta da “violência das águas”.
O governante admitiu ainda que a fissura no sentido Norte-Sul poderá alastrar ao outro sentido, mantendo-se a monitorização permanente da estrutura.
Contexto de calamidade
Desde 28 de janeiro, as depressões Kristin, Leonardo e Marta provocaram 16 mortos em Portugal, centenas de feridos e desalojados, além de elevados prejuízos materiais. O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A interrupção da A1, principal eixo rodoviário do país, deverá provocar constrangimentos significativos na circulação nas próximas semanas, sobretudo no tráfego entre Lisboa e Porto.




































