O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou hoje preocupação com a situação dos portugueses que se encontram no Irão, na sequência dos bombardeamentos realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra aquele país.
As declarações foram feitas em Ponte da Barca, no final da sessão de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026.
“O nosso desejo é que, muito rapidamente, seja restabelecido o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar”, afirmou o chefe de Governo, sublinhando a necessidade de uma solução diplomática para o conflito.
Prioridade aos portugueses na região
Luís Montenegro afirmou estar a acompanhar a situação “com muita preocupação”, destacando que a principal prioridade do Governo são os cidadãos portugueses que se encontram na região afetada.
“Temos toda a nossa estrutura consular disponível e, no terreno, para tentar acudir a todas as solicitações”, garantiu.
O primeiro-ministro não avançou com números sobre quantos portugueses pretendem abandonar a região, mas revelou que têm sido feitos vários contactos, sobretudo com turistas que se encontravam em trânsito e foram apanhados de surpresa pelos acontecimentos.
Segundo explicou, foi lançado um apelo para que todos os que necessitem de apoio recorram a um número de emergência, de forma a permitir o contacto com o Governo e facilitar, em articulação com companhias aéreas, o regresso a Portugal.































