O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, abordou na Assembleia Municipal a retirada de uma tarja do SC Braga pela PSP, durante o jogo com o Vitória SC, afirmando não admitir limitações à liberdade na cidade.
Segundo o autarca, a informação transmitida pela Polícia ao Município antes do encontro foi a de que “a mensagem que transmitia aos espectadores não era condigna”.
“A única razão que nos foi transmitida foi relativamente à ideia que alguém teve, de que a mensagem que ia ser transmitida não era condigna”, afirmou, sublinhando que teria sido “muito fácil ficar calado perante um ato grave”.
João Rodrigues garantiu que, enquanto liderar o Município, não aceitará que em Braga se limite “a capacidade ou a liberdade de nós mesmos acharmos aquilo que achamos sobre a nossa história”.
Apesar disso, frisou que não pretende imiscuir-se diretamente numa questão que diz respeito ao clube, adiantando que está já agendada uma reunião entre o SC Braga e o Comando Distrital da PSP para evitar situações semelhantes no futuro. “Vemos a PSP como uma instituição aliada da cidade e da sua segurança”, reforçou.
Versão do clube
O presidente do SC Braga, António Salvador, já tinha afirmado que a Polícia nunca invocou razões de segurança, como risco de incêndio, para impedir a exibição da tarja.
Segundo explicou, os contactos prévios apenas referiam a não aceitação de frases provocatórias dirigidas aos adeptos vimaranenses, o que, no entender do clube, não se verificava. António Salvador classificou a decisão como um ato de censura, defendendo que os dizeres exaltavam apenas Braga e a sua história, sem insultos ou incitação à violência.
Intervenções na Assembleia Municipal
No período destinado ao público, um adepto do SC Braga lamentou a atuação policial, afirmando que a proibição “transformou a alegria de uma mensagem condigna numa frustração”.
O deputado municipal da CDU, José Ferraz, apresentou ainda uma recomendação para que a Assembleia questione o ministro da Administração Interna sobre os critérios utilizados pela PSP na validação de mensagens exibidas em recintos desportivos, quem ordenou o corte das cordas de suporte da tarja e por que razão, alegando risco, esta permaneceu no mesmo local.
O caso continua a gerar debate político e desportivo na cidade, envolvendo liberdade de expressão, segurança e critérios de atuação das forças policiais em eventos desportivos.































