O treinador vimaranense aposta na variabilidade tática e no apoio dos adeptos para travar um FC Porto ainda invicto, este domingo, no Estádio D. Afonso Henriques.
O Vitória SC recebe este domingo o FC Porto, às 18 horas, no Estádio D. Afonso Henriques, e Tiago Margarido encara o encontro como um grande desafio. Na antevisão, o treinador dos Conquistadores assumiu a ambição de travar a série vitoriosa dos dragões e destacou o papel dos adeptos.
“Vamos para o jogo com o objetivo, com o desafio e com a ilusão de sermos a primeira equipa a tirar pontos ao FC Porto. Vamos entrar exclusivamente com o pensamento de ganhar”, afirmou o técnico, que reconhece a dimensão da tarefa. Os azuis e brancos somam dez vitórias seguidas e chegam a Guimarães depois de uma grande exibição na Liga dos Campeões. “Contamos com a força dos nossos adeptos, isso é um elemento extra que podemos contar neste jogo”, sublinhou.
Para enfrentar um adversário com um modelo de jogo “facilmente identificável, mas muito difícil de contrariar”, Tiago Margarido preparou várias soluções. O treinador revelou que o Vitória SC vai alternar a forma de defender ao longo da partida, para criar desadaptação no processo ofensivo portista, assente no jogo interior e nas roturas pelos corredores. “O que pretendemos para o jogo é variabilidade, variabilidade defensiva e ofensiva”, resumiu.
No plano ofensivo, a ideia passa por manter a identidade da equipa, com ajustes pontuais para explorar a pressão do FC Porto, que varia entre linha de quatro e linha de cinco consoante o jogo.
O técnico admitiu ainda que a escolha do ponta-de-lança adversário, entre Samu, André e Santiago, altera as características da equipa portista, mas garantiu que todos os cenários foram trabalhados. Quanto a uma eventual gestão do plantel após o jogo com o Nápoles, desvalorizou o impacto: “Mudar três, quatro peças num plantel daqueles não faz muita diferença.”
Sobre o último jogo, em Barcelos, Tiago Margarido atribuiu ao Gil Vicente o mérito de ter travado o ataque vimaranense, mas valorizou a consistência da equipa, que manteve a baliza inviolada pelo terceiro jogo consecutivo.
Na antevisão, o treinador deixou também uma palavra a Cristiano Ronaldo, recordando os três anos que viveu na Madeira, onde nasceu o filho. “É o final de uma era na nossa Seleção. (…) Para mim particularmente foi o melhor de sempre”, afirmou, garantindo que o legado do internacional português “permanecerá eterno”.































