Falso polícia burla mulher em mais de 60 mil euros em Braga

Suspeito fazia-se passar por agente da PSP e militar da GNR para enganar mulheres nas redes sociais, explorando fragilidades emocionais das vítimas.

Um homem de 52 anos foi detido pela Polícia Judiciária em Braga por suspeitas de burla qualificada, após se fazer passar por agente da Polícia de Segurança Pública e militar da Guarda Nacional Republicana para enganar várias mulheres, conseguindo obter mais de 60 mil euros.

De acordo com a investigação, o suspeito, desempregado, abordava mulheres com fragilidades emocionais através das redes sociais, estabelecendo relações de confiança e, em alguns casos, chegando mesmo a coabitar com as vítimas.

Num dos casos, o homem envolveu-se afetivamente com uma mulher que se encontrava em processo de divórcio. Aproveitando-se da situação, afirmou poder ajudá-la no processo e garantiu que a sua filha era advogada.

Segundo a Polícia Judiciária, o suspeito convenceu a vítima de que o processo de divórcio avançava rapidamente graças à sua intervenção e ofereceu-se para ajudar nas partilhas de bens, o que lhe permitiu obter cerca de 25 mil euros, dinheiro que deveria ter sido destinado ao pagamento da casa de morada de família.

Além disso, o homem persuadiu a vítima a entregar-lhe dinheiro e objetos de valor, alegando que estariam mais seguros na sua posse.

Durante o relacionamento, o suspeito chegou ainda a inventar que tinha sofrido um grave acidente de trabalho, afirmando que precisava de tratamento numa clínica privada. Com esse argumento, conseguiu que a vítima lhe entregasse vários milhares de euros para supostas despesas médicas.

A investigação aponta também para outras possíveis vítimas. Numa situação semelhante, uma mulher entregou 600 euros ao suspeito depois de este se apresentar como militar da GNR e prometer ajudar a resolver questões relacionadas com contraordenações e a legalização de uma viatura.

O homem foi detido pela Polícia Judiciária e será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. As autoridades admitem que possam surgir mais vítimas no decorrer da investigação.

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