SC Braga empata com o Sporting com penálti aos 90+6

Zalazar marcou nos descontos e impediu vitória dos ‘leões’, que falharam aproximação ao líder FC Porto.

O SC Braga empatou este sábado 2-2 frente ao Sporting, em jogo da 25.ª jornada da I Liga, num encontro decidido no último lance da partida, com um penálti convertido por Rodrigo Zalazar aos 90+6 minutos.

Os ‘leões’ estiveram por duas vezes em vantagem, com golos de Gonçalo Inácio (22’) e Suárez (45+2’, de grande penalidade), enquanto os minhotos responderam por Ricardo Horta (34’) e Zalazar (90+6’).

O resultado impede o Sporting de se aproximar, ainda que provisoriamente, do líder FC Porto, que joga este domingo no Estádio da Luz frente ao Benfica.

O encontro começou equilibrado, mas foi o Sporting a assumir maior iniciativa. Aos 22 minutos, Gonçalo Inácio inaugurou o marcador de cabeça, na sequência de um canto cobrado por Pedro Gonçalves.

O SC Braga reagiu e chegou ao empate aos 34 minutos, numa jogada iniciada por João Moutinho. Zalazar ganhou espaço pela esquerda e assistiu Ricardo Horta, que apareceu no centro da área para restabelecer a igualdade.

Ainda antes do intervalo, o Sporting voltou a colocar-se em vantagem. Suárez converteu uma grande penalidade aos 45+2 minutos, após o próprio avançado ter visto um remate ser travado com o braço por Arrey-Mbi.

Na segunda parte, o Braga entrou mais pressionante e tentou chegar ao empate, com Ricardo Horta a ficar perto do golo aos 60 minutos, após cruzamento de Zalazar.

Com o passar do tempo, o Sporting foi controlando o jogo e parecia encaminhado para a vitória. No entanto, já em período de compensação, um remate de Ricardo Horta foi cortado com o braço por Gonçalo Inácio dentro da área.

O árbitro assinalou grande penalidade e Zalazar não desperdiçou, marcando aos 90+6 minutos e garantindo um ponto para os minhotos.

Tal como na primeira volta, o SC Braga voltou a empatar frente ao Sporting com um penálti de Zalazar nos descontos, retirando pontos aos bicampeões nacionais.

Declarações do treinador do Sporting de Braga, Carlos Vicens, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após o empate a dois golos ante o Sporting, em jogo da 25.ª jornada da Liga:

Treinador dos minhotos elogiou a resposta da equipa na segunda parte frente ao Sporting e admitiu que a equipa precisa de somar mais pontos contra adversários diretos.

O treinador do SC Braga, Carlos Vicens, destacou a reação da equipa na segunda parte do empate frente ao Sporting (2-2), sublinhando que o golo nos descontos surgiu como resultado da insistência dos bracarenses.

“Foi um jogo de alto nível, com duas equipas com as suas armas e que tentaram dificultar a tarefa ao adversário. Não começámos mal, mas faltou-nos um pouco mais na primeira parte. Ao intervalo, a mensagem foi para não deixarmos de ser nós mesmos”, afirmou.

Segundo o técnico, a principal diferença entre as duas partes esteve na confiança e na capacidade de assumir o jogo com bola.

“Na segunda parte fomos uma equipa com mais confiança, fomos para cima do rival com bola. O empate chegou tarde, mas apareceu pela insistência e por nunca deixarmos de tentar jogar e marcar”, explicou.

Vicens reconheceu que, se o empate tivesse surgido mais cedo, o Braga poderia ter procurado a vitória, mas alertou para o perigo do adversário.

“Tivemos ocasiões para empatar e, se tivesse acontecido antes, talvez pudéssemos ir pela vitória. Mas jogámos contra um adversário que podia explorar-nos e responder em contra-ataque”, referiu.

O treinador explicou também algumas decisões táticas durante o encontro, nomeadamente a substituição ao intervalo de Paulo Oliveira, que tinha cartão amarelo, dando entrada a Moscardo para completar o trio de centrais.

“O Paulo tinha amarelo e estava em duelos com o Suárez, que é um avançado muito exigente. Precisávamos de uma solução e optámos pelo Gabriel. É rápido, tem saída com bola e já tinha feito essa posição na formação do Corinthians. Foi a primeira vez aqui, mas deu-nos estabilidade”, disse.

Durante a primeira parte, Vicens chegou ainda a interromper momentaneamente o jogo para falar com os jogadores, enquanto o guarda-redes Hornicek era assistido.

“Falámos de sermos valentes, de querer a bola e de impor o nosso jogo. Sabíamos que, se conseguíssemos controlar a bola e jogar por dentro, poderíamos criar perigo”, explicou.

O técnico reconheceu ainda que o SC Braga precisa de melhorar os resultados frente às equipas do topo da tabela.

“Se olharmos para a classificação, infelizmente foi contra os cinco primeiros que somámos menos pontos. É algo que temos de melhorar, porque são equipas muito fortes”, admitiu.

Ainda assim, Vicens destacou a consistência ofensiva da equipa ao longo da temporada.

“Em 46 jogos oficiais temos 95 golos marcados. Trabalhamos todos os dias para criar mais ocasiões e marcar mais”, concluiu.

O treinador já apontou também ao próximo desafio europeu, frente ao Ferencváros, na Hungria, para os oitavos de final da Liga Europa.

Declarações do treinador do Sporting, Rui Borges, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após o empate a dois golos ante o Sp. Braga, em jogo da 25.ª jornada da Liga

Treinador do Sporting admite quebra na segunda parte, mas diz que o empate surgiu num momento de felicidade do adversário.

O treinador do Sporting, Rui Borges, lamentou o empate sofrido nos instantes finais frente ao SC Braga (2-2), em jogo da 25.ª jornada da I Liga, mas reconheceu que situações deste género fazem parte do futebol.

“É o que é, o jogo é isto. Nós também já marcámos alguns golos aos 90 ou depois dos 90”, afirmou na conferência de imprensa realizada no Estádio Municipal de Braga.

O técnico destacou a boa entrada da equipa na partida, considerando que o Sporting poderia ter aumentado a vantagem ainda na primeira parte.

“Entrámos muito bem e podíamos ter feito o 2-0. A única aproximação do Braga à nossa baliza deu o empate. Ainda assim, fizemos uma primeira parte muito boa”, analisou.

Segundo Rui Borges, o Sporting perdeu alguma consistência após o intervalo, permitindo maior iniciativa ao adversário.

“Na segunda parte fomos caindo um bocadinho, fomos perdendo timings de pressão e algumas referências. O Braga teve mais bola, mas acaba por ter poucos remates: o golo, um remate do Víctor e alguns cruzamentos perigosos”, explicou.

Apesar de a equipa ter recuado no terreno, o treinador considera que o Sporting estava a conseguir controlar o encontro.

“Mesmo mais baixos, fomos controlando minimamente o jogo, embora mais perto da nossa baliza. Com as substituições melhorámos um pouco nas transições, mas faltou-nos, quando recuperávamos a bola, acertar mais no passe e ter mais posse”, referiu.

O técnico afastou também a ideia de que o cansaço tenha sido determinante para o resultado final.

“Foi notório que perdemos um pouco de energia na segunda parte, mas isso jamais será desculpa. O Braga acaba por ser feliz, mas também teve mérito por acreditar até ao fim”, disse.

Questionado sobre o facto de o Sporting já ter sofrido golos tardios frente ao SC Braga noutras ocasiões, Rui Borges respondeu com humor.

“É com o Braga, está destinado… não sei explicar”, comentou.

Sobre a entrada de Eduardo Quaresma, explicou que a alteração teve como objetivo reforçar a consistência defensiva.

“A linha de cinco já estava desde o início. Foi mais para dar estabilidade à defesa, porque sentíamos que a energia do Diomande não estava no seu melhor. O Edu, pela capacidade no um para um e no jogo aéreo, deu-nos mais segurança”, afirmou.

Apesar do empate sofrido nos descontos, Rui Borges recordou que estes momentos fazem parte da imprevisibilidade do futebol.

“Também já fiz golos aos 90 minutos. Queremos ganhar, claro, mas o futebol é isto”, concluiu.

Ficha de Jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Sporting, 2-2.

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores

0-1, Gonçalo Inácio, 22 minutos.

1-1, Ricardo Horta, 34.

2-1, Luis Suárez, 45+2 (grande penalidade).

2-2, Rodrigo Zalazar, 90+6 (grande penalidade).

Equipas

– SC Braga: Hornicek, Lagerbielke, Paulo Oliveira (Moscardo, 46), Arrey-Mbi, Victor Gómez (Dorgeles, 88), Grillitsch, João Moutinho (Gorby, 69), Diego (Gabri Martínez, 69) Zalazar, Ricardo Horta e Pau Victor (Fran Navarr0, 79).

(Suplentes: Tiago Sá, Lelo, Yanis da Rocha, Moscardo, Tiknaz, Gorby, Dorgeles, Gabri Martínez e Fran Navarro).

Treinador: Carlos Vicens.

– Sporting: Rui Silva, Fresneda, Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Hjulmand, Morita (João Simões, 73), Geny Catamo (Eduardo Quaresma, 81), Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73), Trincão e Luís Suárez.

(Suplentes: João Virgínia, Vagiannidis, Eduardo Quaresma, Debast, Daniel Bragança, João Simões, Nuno Santos, Luís Guilherme e Faye).

Treinador: Rui Borges.

Árbitro: Miguel Nogueira (AF Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Morita (38), Paulo Oliveira (41), Diomande (58), Lagerbielke (61), Gabirel Moscardo (63) e Maxi Araújo (69).

Assistência: 22.833 espetadores.

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