Movimento denuncia degradação das instalações nos campi de Braga e Guimarães e pede reunião urgente com a reitoria
Uma petição que exige “condições dignas” de estudo, trabalho e permanência na Universidade do Minho já reuniu perto de mil assinaturas, anunciou o Movimento Dignidade Académica (MDA).
Em comunicado, o movimento afirma ter solicitado uma reunião urgente com a reitoria, alertando que os problemas relacionados com as “condições estruturais precárias” dos campi universitários se arrastam há vários anos e se agravaram após as tempestades registadas no início deste ano.
Segundo o MDA, é “notória” a degradação das instalações tanto nos campi universitários como nas residências estudantis localizadas em Braga e Guimarães.
Entre os principais problemas apontados estão infiltrações recorrentes em salas, corredores e espaços de alimentação, com água a escorrer por paredes e tetos, além de casas de banho frequentemente inoperacionais e com falta de materiais de higiene. O movimento refere ainda tetos degradados, equipamentos em risco, humidade persistente nas salas de aula e falta de isolamento térmico e acústico.
A lista de críticas inclui também parques de estacionamento insuficientes e desorganizados, diferenças acentuadas de temperatura entre salas, falta de acessibilidade física e sensorial, elevadores avariados e mobiliário letivo com pouca funcionalidade e ergonomia. A ausência de espaços verdes equipados para utilização da comunidade académica é outro dos aspetos referidos.
No manifesto, os promotores defendem que “o ensino público merece mais respeito e melhores condições”, sublinhando que estudar em salas frias ou com humidade afeta a concentração, o bem-estar e o rendimento académico.
O documento será enviado ao reitor da universidade e resulta de assinaturas recolhidas em vários campi e residências da academia minhota. Para o MDA, a repetição de situações problemáticas e a falta de respostas eficazes justificam uma mobilização coletiva para pressionar a reitoria a agir.
Contactada pela Lusa, a Universidade do Minho refere que a atual equipa reitoral, que tomou posse em dezembro de 2025, definiu a modernização e manutenção do parque edificado como uma das suas prioridades estratégicas.
A instituição explica que está a concluir um levantamento detalhado das necessidades dos edifícios, o que permitirá planear intervenções de forma mais eficaz. A universidade adianta ainda que tem previstos investimentos de vários milhões de euros para obras de reparação e manutenção.
Entre os projetos em curso estão novas residências estudantis na Fábrica Confiança, em Braga, e em Santa Luzia, em Guimarães, bem como iniciativas ligadas à eficiência energética e modernização tecnológica.
A reitoria garante acompanhar “com atenção” as preocupações manifestadas pela comunidade académica e manifesta disponibilidade para dialogar, estando a procurar agendar um encontro com o Movimento Dignidade Académica.
































