O SC Braga já provou no passado que é capaz de contrariar cenários difíceis nas competições europeias, tendo conseguido eliminar um adversário depois de perder por 2-0 na primeira mão, um feito raro na história do clube.
A histórica reviravolta frente ao Sheriff
O momento marcante aconteceu na época 2021/22, frente ao FC Sheriff Tiraspol, na Liga Europa. Após uma derrota por 2-0 na Moldávia, a equipa então orientada por Carlos Carvalhal conseguiu dar a volta à eliminatória em casa.
Na segunda mão, os minhotos empataram o agregado ainda antes do intervalo, com golos de Iuri Medeiros e Ricardo Horta. O resultado manteve-se até ao final do prolongamento, levando a decisão para as grandes penalidades.
Aí, o guarda-redes Matheus assumiu papel decisivo ao defender dois penáltis, permitindo aos bracarenses vencer por 3-2 e seguir em frente — naquela que foi a primeira vez que o clube conseguiu recuperar de uma desvantagem de dois golos fora.
Um histórico maioritariamente desfavorável
Até esse momento, o SC Braga tinha sido eliminado nas seis ocasiões anteriores em que perdeu fora por dois ou mais golos:
- Frente ao Vasas Győr (1966/67)
- Frente ao Swansea City (1982/83)
- Frente ao Lokomotiv Moscovo (1998/99)
- Frente ao Heart of Midlothian (2004/05)
- Frente ao Werder Bremen (2007/08)
- Frente ao Olympique de Marseille (2017/18)
Em vários desses casos, os minhotos até venceram a segunda mão, mas sem conseguirem anular a desvantagem da primeira partida.
Novo desafio europeu pela frente
Agora, os “arsenalistas” voltam a enfrentar um cenário complicado diante do Ferencvárosi TC, após derrota por 2-0 em Budapeste, com golos de Gabi Kanichowsky e Lenny Joseph.
O jogo da segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa da UEFA está marcado para quarta-feira, às 15:30, em Braga, e poderá ditar mais um capítulo na história europeia do clube.
Sonho dos quartos-de-final
Caso consiga a reviravolta, o SC Braga avança para os quartos de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre Panathinaikos FC e Real Betis.
A história mostra que a tarefa é difícil — mas não impossível. E em Braga, os adeptos continuam a acreditar em mais uma “noite europeia à Braga”
































