Dois estudantes naturais de Viana do Castelo, a frequentar a Universidade do Minho, conquistaram o 1.º prémio nacional de arquitetura em madeira, arrecadando 10 mil euros e um troféu assinado por Álvaro Siza Vieira.
Cláudio Meireis e Tiago Balinha, orientados pelo professor Carlos Maia, venceram a categoria estudante da primeira edição do Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira (PNAM’25 – E), representando a Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD).
Projeto sustentável e inovador
A dupla apresentou o projeto “Metamorfose – sistema habitacional evolutivo em madeira”, uma proposta que aposta na sustentabilidade e adaptabilidade na construção habitacional.
O conceito assenta num modelo de habitação em madeira capaz de evoluir ao longo do tempo, respondendo às necessidades das famílias e aos desafios ambientais atuais, indo além do uso tradicional deste material.
Segundo Cláudio Meireis, o projeto pretende oferecer soluções que conciliem flexibilidade, eficiência e respeito pelo ambiente, numa altura em que o setor da habitação enfrenta novos desafios.
Cerimónia em Aveiro
A cerimónia de entrega de prémios decorreu no Teatro Aveirense, contando com a presença de membros do Governo, incluindo o ministro da Agricultura e Pescas e vários secretários de Estado.
Sob o tema “Repensar as Formas de Habitação”, o concurso desafiou estudantes de arquitetura e engenharia a explorar a madeira como elemento estrutural e inovador.
UMinho também conquista segundo lugar
O destaque da Universidade do Minho não se ficou pelo primeiro lugar. O 2.º prémio foi também atribuído a um aluno da instituição, David Mendes, orientado pelo professor Bruno Figueiredo.
O projeto apresentado — “Habitar em áreas fluviais” — explora conceitos como adaptabilidade, modularidade e reversibilidade na construção em madeira.
Prémio de referência nacional
O Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira é promovido pela Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal, com apoio da Ordem dos Arquitectos e da Ordem dos Engenheiros, sendo considerado uma referência na promoção da construção sustentável em Portugal.
A distinção reforça o papel da academia minhota na formação de novos talentos e na inovação em áreas-chave como a arquitetura sustentável.
































