Obras em Moledo e Vila Praia de Âncora arrancam já esta semana após tempestades no litoral
Intervenção urgente no litoral minhoto
O município de Caminha vai avançar com um investimento de 4,5 milhões de euros para obras de proteção costeira nas praias de Moledo e Vila Praia de Âncora, com início já esta semana.
A medida resulta de um protocolo assinado entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a autarquia, com o objetivo de reparar os estragos provocados pelas recentes tempestades e preparar a costa para a próxima época balnear.
Muro de Moledo é prioridade imediata
Entre as intervenções mais urgentes está a recuperação e estabilização do muro de proteção da praia de Moledo, parcialmente destruído pela forte agitação marítima.
Os trabalhos iniciais visam garantir a segurança da zona e travar o avanço da erosão, sendo esta considerada a prioridade nesta primeira fase da empreitada.
Requalificação do areal e reforço dunar
Em Vila Praia de Âncora, as obras incluem o reperfilamento do areal e o reforço do sistema dunar dos Caldeirões, fundamentais para a proteção natural da linha costeira.
Estão ainda previstas intervenções adicionais de estabilização e requalificação, de acordo com o relatório técnico recentemente apresentado pela APA.
Plano faseado até ao final do ano
O investimento total de 4,5 milhões de euros será executado em diferentes fases. Numa primeira etapa, cerca de meio milhão de euros será aplicado em intervenções urgentes, com o restante montante a ser utilizado após a época balnear, numa segunda fase mais estrutural.
O objetivo é garantir que as zonas balneares estejam operacionais e seguras antes do verão, impactando diretamente mais de sete mil pessoas.
Resposta nacional às alterações climáticas
Estas intervenções integram um plano mais alargado do Governo para a reabilitação do litoral, com 15 milhões de euros destinados a obras urgentes em todo o país, após os danos causados pelas intempéries recentes.
No total, estão em curso investimentos superiores a 63 milhões de euros, com o objetivo de reforçar a resiliência costeira e adaptar o território aos efeitos das alterações climáticas, com horizonte até 2027.
































