Meia centena de alunos juntou-se à manifestação nacional no Dia do Estudante
Cerca de 50 estudantes da Universidade do Minho viajaram esta terça-feira até Lisboa para participar na manifestação nacional que assinala o Dia Nacional do Estudante, marcada por reivindicações centradas no fim das propinas, mais alojamento e maior investimento no ensino superior.
A comitiva, organizada pela Associação Académica da Universidade do Minho, partiu de manhã do campus de Gualtar, em Braga, com paragem no campus de Azurém, em Guimarães, antes de seguir para a capital, onde se juntou a milhares de estudantes de todo o país.
Entre as principais preocupações está o peso das propinas no orçamento das famílias. Guilherme Nascimento, estudante de Estudos Orientais, sublinha que os custos continuam a ser um obstáculo ao acesso ao ensino superior, defendendo que a sua eliminação deve ser uma prioridade.
A falta de investimento nas residências universitárias é outra das críticas recorrentes. Pedro Fernandes, aluno de Ciências da Computação, alerta para as dificuldades crescentes dos estudantes, enquanto Iago Boldrim aponta para as condições das residências públicas, considerando urgente uma resposta mais eficaz por parte do Estado.
Também o aumento do custo de vida e os atrasos nas bolsas foram destacados. Xiao Ye refere que estas dificuldades agravam o stress financeiro dos estudantes, tornando o percurso académico mais exigente.
Além das questões sociais, a manifestação ficou marcada pelo impasse na revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), ainda por aprovar na Assembleia da República. A indefinição tem impacto direto na academia minhota, nomeadamente na atualização dos estatutos da universidade.
O presidente da AAUMinho, Luís Guedes, deixou um aviso claro: “pior do que uma má decisão é uma indecisão”, defendendo um ensino superior mais democrático e com maior participação dos estudantes.
A mobilização insere-se numa ação nacional que reuniu 56 estruturas do movimento associativo estudantil, reforçando a pressão sobre o Governo para responder às principais preocupações da comunidade académica.



































