Governo de Pedro Sánchez recusa uso de bases e reforça posição contra o conflito
Espanha decidiu encerrar o seu espaço aéreo a todos os voos militares envolvidos na guerra no Irão, permitindo apenas exceções em situações de emergência. A medida surge na sequência da posição assumida pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.
Além do bloqueio do espaço aéreo, o Governo espanhol recusou também a utilização das bases militares de Rota, em Cádis, e de Morón de la Frontera, em Sevilha, por parte dos Estados Unidos para operações relacionadas com o conflito.
Segundo informações avançadas pelo jornal El País e confirmadas por fontes governamentais, foram rejeitados todos os planos de voo associados a ações militares no Irão, incluindo missões de reabastecimento aéreo.
Pedro Sánchez já tinha anunciado esta decisão no parlamento espanhol na semana passada, sublinhando que Espanha “não quer participar em guerras ilegais” e que a medida, embora difícil, foi tomada ao abrigo dos acordos bilaterais que regulam o uso das bases militares.
O chefe do Governo espanhol tem sido crítico desde o início do conflito, condenando tanto os ataques dos Estados Unidos e de Israel como a resposta de Teerão. Para Sánchez, trata-se de uma guerra iniciada à margem do direito internacional e sem um objetivo claro.
O líder espanhol alertou ainda para as consequências globais do conflito, apontando riscos de desestabilização no Médio Oriente, impactos na economia mundial e efeitos indiretos em outros cenários geopolíticos, como a guerra na Ucrânia.
A decisão de Espanha marca uma posição firme no contexto internacional, reforçando a defesa da soberania nacional e do respeito pelas normas do direito internacional.

































