Projeto Prometheus-2 será colocado em órbita nos próximos meses e envolve dezenas de estudantes
A Universidade do Minho e a Academia da Força Aérea vão desenvolver, lançar e operar o satélite académico “Prometheus-2”, numa missão espacial prevista para os próximos meses.
Satélite será colocado a 500 quilómetros de altitude
Segundo as entidades envolvidas, o projeto prevê o envio de um satélite com dimensões reduzidas (10x10x30 cm) para uma órbita a cerca de 500 quilómetros da Terra, com o objetivo de recolher dados úteis para a comunidade científica e académica.
O “Prometheus-2” segue o caminho do Prometheus-1, lançado em 2025, reforçando a aposta da academia minhota no setor espacial.
Projeto envolve estudantes e investigação aplicada
A missão conta com a participação direta de dezenas de alunos da Academia da Força Aérea e da Escola de Engenharia da UMinho, promovendo a ligação entre o ensino e a investigação aplicada.
O satélite terá formato CubeSat 3U, pesará cerca de 3 kg e estará equipado com sistemas de gestão de energia e orientação, microcontroladores, uma câmara de alta resolução e um detetor de neutrões.
A partir da Terra será possível realizar testes e validações em áreas como software, geolocalização e radiação.
Parceria reforça setor aeroespacial nacional
O acordo de cooperação foi assinado pelo comandante da Academia da Força Aérea, Paulo Costa, e pelo reitor da UMinho, Pedro Arezes, na sede da academia, em Sintra.
A parceria abrange todas as fases da missão, desde o desenho e desenvolvimento até ao lançamento e operação do satélite, incluindo a articulação com a Autoridade Aeronáutica Nacional e agências espaciais internacionais.
Infraestrutura de controlo será instalada na UMinho
O projeto contempla ainda a criação de uma infraestrutura de controlo e receção de dados na universidade, no âmbito do consórcio AEROGANP, que visa afirmar o setor aeroespacial no Norte de Portugal e na Galiza.
Aposta na formação e inovação
A iniciativa pretende proporcionar formação avançada e experiências inovadoras aos estudantes, incluindo o desenvolvimento de teses académicas e relatórios técnicos, bem como a partilha de conhecimento entre instituições.
Ao mesmo tempo, contribui para o reforço das competências nacionais no setor espacial e para o desenvolvimento de futuras missões, consolidando o posicionamento de Portugal na área aeroespacial.































