O Santuário do Sameiro foi hoje ponto de encontro para muitos bracarenses que não quiseram perder um fenómeno astronómico especial: o eclipse solar.
De olhos postos no céu e com os cuidados necessários para observar o fenómeno em segurança, famílias, amigos e curiosos rumaram ao Sameiro para testemunhar este momento único.
Famílias, grupos de amigos e aficionados pela astronomia concentraram-se desde o final da tarde em vários pontos da região, transformando o fenómeno num verdadeiro acontecimento coletivo.
Sameiro transformado numa estação de observação
No Sameiro, em Braga, foi instalada uma verdadeira estação de observação astronómica, com equipamentos preparados especificamente para acompanhar o eclipse.
Foram disponibilizados telescópios com diferentes aberturas e filtros solares certificados, equipamentos para observação em luz branca, sistemas de projeção solar, câmaras especializadas e sistemas digitais de alta resolução para o registo fotográfico e videográfico do fenómeno.
Ao longo da observação, astrónomos explicaram ao público, em tempo real, as diferentes fases do eclipse, dando a conhecer os mecanismos físicos envolvidos e a importância científica e histórica deste fenómeno.
O Município de Braga disponibilizou também óculos certificados para observação solar, permitindo que milhares de pessoas acompanhassem o eclipse em segurança.
Barcelos também escolheu os pontos mais altos
A mobilização não se ficou por Braga. Em Barcelos, os montes do Facho e da Franqueira foram alguns dos locais escolhidos para observar o eclipse.
A localização privilegiada e a possibilidade de obter uma visão ampla do horizonte levaram várias pessoas a procurar estes pontos, onde o céu se tornou o centro das atenções durante o fenómeno.
Esposende voltou os olhos para o céu
Também junto ao litoral minhoto houve quem não quisesse perder o momento.
Na praia de Suave Mar, em Esposende, vários populares acompanharam o eclipse, aproveitando o espaço aberto junto ao mar para observar a evolução do fenómeno.
Famílias reunidas nas serras de Fafe
Nas serras de Fafe, o eclipse foi igualmente motivo para juntar famílias e grupos de amigos.
Entre convívio e observação, vários grupos escolheram os pontos mais elevados da região para acompanhar um fenómeno que transformou, durante alguns minutos, o céu minhoto num verdadeiro palco astronómico.
Um eclipse histórico para Portugal
Portugal viveu esta quarta-feira um momento particularmente raro. Pela primeira vez desde 1912, o país voltou a ter a oportunidade de assistir a um eclipse total do Sol.
A totalidade, contudo, foi observável apenas numa pequena área do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, onde o fenómeno durou cerca de 26 segundos.
No restante território continental, o eclipse foi parcial, com a percentagem de ocultação do Sol a variar entre 92% e 99%.
Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a ocultação foi menor, situando-se entre 74% e 77%.
Próximo eclipse total só em 2144
Um eclipse total do Sol ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol ficam praticamente perfeitamente alinhados e a Lua passa entre a Terra e o Sol, ocultando completamente o disco solar numa determinada zona do planeta.
Durante a totalidade, podem observar-se fenómenos impressionantes, incluindo o chamado “anel de diamante”, um dos momentos mais marcantes da observação de um eclipse solar.
O fenómeno desta quarta-feira ficará, assim, registado na história astronómica portuguesa. Depois do eclipse total de 1912, será necessário esperar até 2144 para que Portugal volte a assistir a um eclipse total do Sol.
No Minho, milhares de pessoas fizeram questão de não deixar passar a oportunidade — e, durante alguns minutos, Braga, Barcelos, Esposende e Fafe olharam todos na mesma direção: para o céu.














































