Dois furtos no espaço de menos de um mês levam fundador da cadeia de lojas a exigir uma resposta e a apelar aos consumidores para que não comprem produtos de origem duvidosa
A Forte Store foi novamente alvo de um assalto, desta vez numa das lojas da cadeia em Famalicão. O episódio, ocorrido na passada terça-feira, 18 de agosto, levou Nuno Forte, fundador e CEO da empresa, a tornar pública a situação através das redes sociais, onde denunciou a sucessão de furtos de que a marca tem sido alvo.
No total, são já 33 assaltos registados nas lojas da Forte Store. Dois deles aconteceram num intervalo inferior a um mês, situação que levou o responsável da empresa a questionar publicamente até quando terá de continuar a assistir a este tipo de ocorrências.
«33 assaltos. Dois deles em menos de um mês. Até quando?», questionou Nuno Forte numa publicação acompanhada por imagens de videovigilância que mostram o mais recente furto.
Novo assalto aconteceu em Famalicão
«Hoje voltaram a entrar numa das nossas lojas. Desta vez, em Famalicão», escreveu o empresário, ao divulgar as imagens captadas pelas câmaras de segurança.
O responsável da Forte Store considera que a sucessão de assaltos ultrapassa já a própria empresa e representa um problema que afeta todo o setor do comércio.
«Este já não é apenas um problema da Forte Store. É um problema de todos nós», afirmou.
Para Nuno Forte, os prejuízos provocados por um assalto não se resumem ao valor da mercadoria furtada ou aos danos provocados nas instalações. Em causa estão também os investimentos realizados pelas empresas, os postos de trabalho e as famílias que dependem diretamente da atividade comercial.
«Por detrás de uma montra partida não está apenas mercadoria. Estão anos de investimento, postos de trabalho e mais de 470 famílias que dependem diretamente destas empresas», salientou.
«Quem rouba precisa de quem compre»
Na publicação, o fundador da Forte Store aponta também para outro problema que considera estar diretamente relacionado com os furtos: o destino dos produtos roubados.
«Quem rouba precisa de quem compre», sublinhou Nuno Forte.
O empresário deixou, por isso, um apelo direto aos consumidores para que estejam atentos à proveniência da roupa e de outros artigos de marcas reconhecidas que sejam comercializados fora dos circuitos habituais.
A recomendação passa por questionar a origem dos produtos, exigir fatura e privilegiar lojas e vendedores autorizados, sobretudo quando os artigos são encontrados em feiras, redes sociais ou outros canais de venda onde a proveniência não seja clara.
«Se encontrar roupa de grandes marcas em feiras, redes sociais ou outros canais e não conseguir perceber a sua proveniência, não compre. Questione a origem. Exija fatura. Procure lojas e vendedores autorizados», apelou.
«Aquela peça que parece uma oportunidade pode ter começado numa porta arrombada»
Nuno Forte alerta ainda para o impacto que a compra de produtos de origem desconhecida pode ter no comércio e nas empresas que operam legalmente.
«Aquela peça que parece uma oportunidade pode ter começado numa porta arrombada e no trabalho de alguém que foi destruído em poucos minutos», afirmou.
A mensagem pretende chamar a atenção para a importância de combater não apenas os furtos, mas também o circuito de comercialização de produtos que possam ter origem criminosa.
Para o empresário, a responsabilidade não deve ser colocada exclusivamente nas autoridades ou nos comerciantes. Também os consumidores podem desempenhar um papel importante, evitando adquirir artigos cuja proveniência não esteja devidamente identificada.
Empresário questiona autoridades: «Quantos serão?»
Perante os 33 assaltos registados, Nuno Forte deixou ainda uma questão dirigida às autoridades.
«Se 33 assaltos ainda não são suficientes para exigir uma resposta, quantos serão? 40? 50? 100?», questionou.
A sucessão de ocorrências, segundo o responsável, começa a colocar em causa a segurança necessária para o funcionamento e crescimento das empresas.
Apesar das dificuldades, Nuno Forte garante que a Forte Store pretende continuar a investir em Portugal, criar emprego e expandir a atividade.
«Queremos continuar a investir em Portugal, continuar a criar emprego e continuar a crescer. Mas queremos fazê-lo em segurança», afirmou.
Apelo à partilha: «Não fique em silêncio»
No final da publicação, o empresário pediu ainda que as imagens e a denúncia sejam partilhadas, não apenas em defesa da Forte Store, mas também como forma de chamar a atenção para os problemas enfrentados diariamente por outros comerciantes.
«Se vai partilhar este vídeo, não o faça apenas pela Forte Store. Partilhe pelas mais de 470 famílias que vivem deste trabalho. Partilhe por todos os comerciantes que já passaram pelo mesmo. E partilhe para que esta mensagem chegue a quem pode fazer alguma coisa», escreveu.
A mensagem termina com um apelo direto aos consumidores e às autoridades: «Se não sabe de onde vem, não compre. Se acredita que 33 assaltos já são demais, não fique em silêncio.»






























