A jurista sul-africana, de 85 anos, foi reconhecida pela sua carreira ligada ao direito internacional e à responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. Foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A jurista sul-africana Navanethem Pillay, conhecida como Navi Pillay, foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz de 2026, pela sua “coragem e integridade excecionais”, segundo o anúncio divulgado esta sexta-feira.
O presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, destacou o compromisso da laureada com os princípios jurídicos e a firmeza moral demonstrada ao longo de uma carreira dedicada à defesa do direito internacional, nomeadamente na procura de responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
De origem tâmil indiana, Navi Pillay construiu um percurso de várias décadas na área da justiça e dos direitos humanos. Foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos durante o mandato de Ban Ki-moon, entre 2008 e 2014, e desempenhou funções em importantes instâncias judiciais internacionais.
Papel no inquérito sobre Gaza
Mais recentemente, Pillay presidiu à Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestiniano Ocupado. O organismo concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza e apontou responsabilidades a dirigentes israelitas, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Israel rejeitou estas conclusões.
A sua carreira ficou marcada pela defesa da aplicação do direito internacional mesmo perante pressões políticas, bem como pelo trabalho desenvolvido em torno da responsabilização individual por crimes graves.
Cerimónia realiza-se em dezembro
O Prémio Nobel da Paz é atribuído desde 1901 e distingue pessoas ou organizações que contribuem para a promoção da paz.
A cerimónia de entrega da edição de 2026 está prevista para 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega, data que assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel. É o único dos prémios Nobel cuja cerimónia decorre fora da Suécia.

































