Paralisação de 24 horas dos trabalhadores não docentes levou ao encerramento de escolas básicas e secundárias nos distritos de Braga e Viana do Castelo. Sindicato estima uma adesão nacional de 70%.
Várias escolas básicas e secundárias dos distritos de Braga e Viana do Castelo estavam encerradas na manhã desta segunda-feira, devido à greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE).
A paralisação abrange todo o território nacional e está a afetar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino, com o sindicato a dar conta de numerosos encerramentos logo nas primeiras horas do dia.
Em declarações à agência Lusa, cerca das 08:45, o dirigente sindical Francisco Pinto afirmou ter conhecimento de “muitas escolas fechadas por todo o país”.
“O panorama é idêntico por todo o país. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma adesão de 70% de trabalhadores não docentes”, afirmou.
A greve abrange assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores que desempenham funções nas escolas e nos serviços da administração pública ligados à educação.
Sindicato exige carreiras próprias
Entre as principais reivindicações estão a criação de carreiras próprias para os trabalhadores não docentes, tendo em conta a especificidade e a responsabilidade das funções desempenhadas.
Num comunicado, o SINAPE denuncia que estes profissionais se encontram numa situação de “precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública”.
O sindicato pretende, assim, chamar a atenção para as condições profissionais destes trabalhadores e pressionar a tutela a encontrar soluções para as reivindicações apresentadas.
A paralisação poderá condicionar o funcionamento das escolas ao longo do dia, dependendo da adesão dos trabalhadores em cada estabelecimento de ensino.
































