Foi a 26 de julho de 1139 que o arcebispo de Braga colocou a coroa dos reis godos na cabeça daquele que passava a ser o primeiro rei de Portugal. D. Afonso Henriques tinha acabado de vencer, no dia anterior, a Batalha de Ourique, contra povos muçulmanos, abrindo assim espaço para a conquista da região sul do Portugal atual.

Reza a história que Lourenço Viegas, filho de Egas Moniz, disse ao arcebispo para, caso fosse sua vontade, lhe dar a insígnia real, o que foi acedido pelo religioso. Terá sido na mesma altura que os cavaleiros, em conjunto com o recém-empossado rei, alçaram espadas para proclamar a independência do rei e de Portugal.

Foi a 26 de julho de 1139 que o arcebispo de Braga colocou a coroa dos reis godos na cabeça daquele que passava a ser o primeiro rei de Portugal. D. Afonso Henriques tinha acabado de vencer, no dia anterior, a Batalha de Ourique, contra povos muçulmanos, abrindo assim espaço para a conquista da região sul do Portugal atual.

Reza a história que Lourenço Viegas, filho de Egas Moniz, disse ao arcebispo para, caso fosse sua vontade, lhe dar a insígnia real, o que foi acedido pelo religioso. Terá sido na mesma altura que os cavaleiros, em conjunto com o recém-empossado rei, alçaram espadas para proclamar a independência do rei e de Portugal.PUBLICIDADE

Em Guimarães, celebra-se o dia 25 de julho como o do aniversário do fundador da nação, mas a data não é consensual. Há apenas a certeza que foi nesse dia, 25, que se realizou a Batalha de Ourique e que no dia 26 D. Afonso Henriques se autoproclamou rei de Portugal.

Todavia, o primeiro documento onde o título de rei é atribuído ao monarca surge a 10 de abril de 1140. Já o reino de Leão e Castela, a que pertencia o condado Portucalense, apenas reconheceu o reino de Portugal entre 4 e 5 de outubro de 1143, mais de quatro anos depois da autoproclamação.

Mas faltava ser reconhecido como rei perante o Papa, algo que apenas aconteceu em 1179, quando a bula papal Manifestis Probatum, concedida pelo Papa Alexandre III, reconheceu D. Afonso Henriques como “intrépido destruidor dos inimigos dos cristãos, diligente propagador da fé, bom filho da Igreja e príncipe católico, exemplo digno de imitação para os vindouros”, reconhecendo também o reino de Portugal.