Questionado sobre as “as linhas vermelhas” que poderiam levar o Governo a decretar um novo confinamento ou a apertar as medidas para o país, o primeiro-ministro afirmou que o primeiro ponto está relacionado com a evolução dos óbitos e o segundo com a capacidade de resposta do país em termos de cuidados intensivos.

“A primeira linha vermelha tem que ver com a evolução dos óbitos. Não há bem maior do que a vida e esse é essencial. Em segundo lugar, a nossa capacidade de resposta em matéria de cuidados intensivos. Nunca estivemos em situação de limite e tem vindo a haver um reforço constante da nossa capacidade de cuidados intensivos. Estávamos na cauda da Europa no início da crise, no próximo ano teremos atingido a média europeia, mas obviamente, se, de repente, todos ficarmos a necessitar de cuidados intensivos, o sistema não tem capacidade de resposta e portanto esse é um indicando importante”, referiu António Costa.

Outro indicador, segundo o primeiro-ministro, é a capacidade de resposta do país em termos hospitalares. Costa sublinhou que é necessário ter em conta que “os serviços hospitalares e o Serviço Nacional de Saúde não se podem dedicar a 100% à covid-19, porque há “um conjunto vasto de outras doenças que têm de ter resposta e onde está a ser feito um esforço de recuperação”.

“Há uma linha vermelha fundamental: não podemos chegar a situações onde tenhamos de voltar a encerrar as escolas. Os custos de aprendizagem para as crianças e para os jovens foram muito elevados. Na grande parte deste ano lectivo vai ter de ser feito um esforço acrescido para recuperação de aprendizagens que não existiram nas condições em que deveriam ter existido”, disse.

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