Centralização dos direitos televisivos é “verdadeiramente revolucionário”

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD), João Paulo Rebelo, afirmou hoje que é “verdadeiramente revolucionário” para o futebol profissional a aprovação pelo Governo da centralização dos direitos televisivos a partir de 2028/29.

“O que foi aprovado é verdadeiramente revolucionário para o futebol profissional. O futebol já anseia esta centralização, vamos acrescentar competitividade e valor ao nosso campeonato”, disse João Paulo Rebelo, durante um ‘webinar’ organizado por um grupo informal ligado ao associativismo desportivo de Leiria.

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que visa impedir que os clubes das competições profissionais de futebol comercializem individualmente os direitos dos seus jogos relativos às épocas 2028/29 e seguintes, cabendo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a apresentação do modelo do negócio até ao final da época desportiva de 2025/26.

Segundo o governante, esta centralização vai ter um impacto “enormíssimo” no futebol profissional, mas também no desporto de uma forma geral.

“Grande parte dos clubes, sobretudo os grandes clubes de futebol, são clubes com outras modalidades e oiço sempre dizer que quando o futebol está bem, as modalidades estão bem”, salientou.

De acordo com o Governo, o modelo de centralização dos direitos televisivos terá de ser aprovado pela Autoridade da Concorrência.

Em comunicado, a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto assinalou que, atualmente, com a comercialização individual, “a diferença entre a sociedade desportiva que mais recebe e a que menos recebe é de aproximadamente 15 vezes”, contrastando com outros países com os direitos centralizados, como Espanha e Itália, três vezes mais, Alemanha, 2,5 vezes mais, e Inglaterra, 1,3 vezes mais.

Em janeiro, a FPF e a Liga de clubes assinaram um memorando de entendimento para concretizarem a centralização dos direitos televisivos até 2027/28.

Este acordo, aprovado pelas direções dos dois organismos, visa criar uma sociedade, nos próximos meses, tendo “como único propósito” a “gestão do processo de negociação centralizada dos direitos de transmissão televisiva das competições profissionais”.