Mudança de accionistas está na origem das dúvidas da oposição camarária

Os vereadores do PS na Câmara de Braga levantaram “dúvidas e estranhezas” sobre a dissolução e liquidação da
SGEB, numa reunião extraordinária que decorreu hoje ao final da tarde no GNRation

Artur Feio levantou algumas questões de natureza burocrática e manifestou o receio de que o processo se possa arrastar no tempo, com prejuízo para os bracarenses. «Nós não temos ainda conhecimento nem se foi instruído um documento tão importante como a ata em que os acionistas aceitam vender a sua parte à Câmara Municipal. É
um documento principal e substancialmente importante relativamente à decisão do Tribunal de contas” referiu o vereador.

Ricardo Rio respondeu ao deputado socialista referindo que “tal como o já tinham feito há quatro anos, e que “não houve nenhuma alteração societária, apenas a da titularidade de uma das participações”, não resultando daqui qualquer prejuízo para o andamento do processo. De facto, a sociedade Europa Arlindo SGPS cedeu a sua participação na PPP às sociedades ‘Green Lince – Hotels and Resorts’, ‘SlicesDays- Hotelaria, da e ‘Ciframédica, Lda’, todas registadas nos Açores.

«A SGEB tem um custo para a Câmara Municipal de mais de 6,5 milhões de euros todos os anos. Com esta renegociação vai passar a ter quase 2,5 milhões. Isso será uma poupança significativa que vai representar ao longo
do tempo uma poupança de mais de 60 milhões de euros», concluiu.

Declarações de Ricardo Rio

A Bárbara Barros, vereadora comunista acredita para já na palavra do presidente da Câmara Municipal de
que “a alteração da titularidade de uma parcela que pertencia a uma empresa e que agora corresponde a três não influenciará a negociação que está a ser feita”. A deputada comunista teme ainda pelos custos que “esta ruinosa
PPP” ainda representará para os cofres municipais.

Bárbara Barros, vereadora de CDU

Socialistas consideram excessivo os sucessivos apoios e financiamento a séries de TV

Os vereadores do PS na Câmara de Braga ainda os cerca de 100 mil euros já investidos este ano pelo município no apoio à rodagem de séries televisivas no concelho, admitindo que “já chega” de aposta na ficção televisiva. “criou-se um microclima favorável para que todas as produções televisivas comecem a ser feitas em Braga”.

O PS não quer que o executivo passe a ideia de que sempre que alguma televisão vem a Braga filmar o município apoia as dormidas e a estadia. «Por este caminho Braga vai tornar-se na capital das séries televisivas de Portugal», atirou.

Ricardo Rio, alegou que o investimento em produções televisivas e cinematográficas com cenários na cidade “é bem feito”. “Braga em produtos televisivos e cinema de qualidade é uma forma muito interessante de projectar a cidade”, adiantou o edil, apontando como exemplo a série ‘Vento Norte’, recentemente exibida pela RTP.

Declarações de Ricardo Rio sobre a aposta na fição

“Temos plena convicção de que este é um investimento bem feito”, referiu, sublinhando que a colocação da imagem de Braga e das suas vivências “em produtos televisivos de cinema de qualidade é uma forma muito interessante de projetar a cidade e a tornar mais atrativa”.

Altino Bessa, vereador com o pelouro do Turismo, aproveitou a oportunidade para responder a Artur Feio referindo que estes financiamentos municipais na ficção nacional têm “um efeito multiplicador na economia local” de forma imediata, para além das contrapartidas em termos de visibilidade mediática.
O vereador argumentou também que “ninguém no sector da hotelaria” aceitaria que, no actual contexto de pandemia, o Município não assumisse parte dos custos de alojamento associados a estas produções televisivas, com o o retorno que as filmagens na cidade representa para o comércio, a restauração e a hotelaria locais.

O apoio de até 40 mil euros à série, que ainda não tem nome, acabou por ser aprovado por unanimidade.