“Todas as suspensões interferem no ritmo de vacinação”, assinalou Gouveia e Melo, que se mostrou “disponível” para continuar à frente do processo caso seja, eventualmente, decidida a necessidade de inocular a população com uma terceira dose.

vice-almirante Gouveia e Melo fez, esta tarde, um balanço de como está a decorrer a vacinação em Portugal e, a partir do Centro de Vacinação (CVC) de Alcabideche, avançou aos jornalistas que “conseguimos vacinar 1,7 milhões de pessoas em duas semanas”, esforço que “obrigou a algumas filas no início da semana passada” que a Task Force “lamenta”, sublinhando, contudo, que o “ritmo da vacinação era mais importante que a qualidade do processo, na altura”

“Conseguimos adaptar-nos rapidamente”, fez questão de salientar o coordenador da Task Force, dando o exemplo do CVC em que se encontra: “Já não há filas, o que é bastante bom para nós, para todos os portugueses”

Questionado sobre de que forma as suspensões tanto da vacina da Janssen como da modalidade ‘Casa Aberta’ alterou o processo, Gouveia e Melo destacou que “todas as suspensões interferem no ritmo de vacinação”.

“Temos que nos adaptar, temos que parar ou reagendar e acaba por influenciar o ritmo da vacinação. No entanto, são acontecimentos com os quais nós temos que lidar. Nós não podemos, na dúvida, continuar a vacinar“, garantiu.

“Vamos receber 295 mil vacinas da Janssen”

Gouveia e Melo explicou que, “esta semana, tínhamos cerca 150 mil vacinas da Janssen para serem inoculadas”, sendo que “no momento em que tivemos de fazer a suspensão” cerca de 60 mil tinham já sido administradas. “Agora, vamos ter de recuperar a vacinação dessas pessoas”

No entanto, disse ainda, “vamos receber, neste fim de semana, através de um esforço do Ministério da Saúde, em contacto com a Noruega e outros países, 295 mil vacinas da Janssen”. Por isso, “vamos fazer ‘Casa Aberta para a Janssen para a próxima semana, para continuar a puxar o processo de vacinação ao máximo do que nós conseguimos”. 

De recordar que, a partir de segunda-feira, a ‘Casa Aberta’ estará condicionada apenas à utilização da vacina da Janssen. “Informa-se igualmente que, a partir de 19 de julho, a modalidade ‘Casa Aberta’ estará condicionada apenas a utilização da vacina da Janssen, devendo para o efeito, os utentes terem em consideração o estipulado no ponto 2.b. da norma n.º 004/2021 da DGS”, é explicitado numa nota que a Task Force enviou às redações ao início da tarde.

A referida norma – que pode ler aqui na íntegra – estabelece quais os utentes que poderão ser inoculados com este fármaco. A recomendação é que este seja administrado a “pessoas do sexo masculino com idade igual ou superior a 18 anos”, assim como a “pessoas do sexo feminino com idade igual ou superior a 50 anos”.

“Quem decide a minha disponibilidade são os meus superiores”

Na mesma intervenção, em Alcabideche, “a imunidade de grupo é muito discutida em termos de percentagens. O que continuo a dizer é que a percentagem dos 70% da população portuguesa imunizada com a primeira dose continua a ser entre 8 a 15 de agosto”. E recordou que “estamos sempre dependentes das vacinas que chegam” a Portugal. 

Já sobre se estará disponível para liderar o processo de vacinação caso venha a ser decidido inocular a população com uma terceira dose, Gouveia e Melo foi taxativo: “Estou sempre disponível. Quem decide da minha disponibilidade são os meus superiores hierárquicos. Cumpro o que tenho de cumprir em função das ordens que receber”.

Os últimos números oficiais indicam que mais de 42% dos portugueses já têm a vacinação completa e 60% já tomou pelo menos uma dose. Só esta semana foram administradas mais de um milhão de doses, o valor mais alto desde o início da campanha de vacinação contra a Covid-19.

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