Na mais recente rodada de negociações entre o Governo e os sindicatos dos professores, foi apresentada uma nova proposta que envolve a devolução de mais tempo de serviço, mas mantendo o prazo de cinco anos para a conclusão do processo de recuperação.

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) recebeu hoje os representantes sindicais para dar continuidade às discussões sobre a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores, trazendo consigo contrapropostas para análise.

A nova proposta do governo, conforme relatado pelos sindicatos presentes na reunião, sugere a devolução de 25% do tempo nos primeiros dois anos, 20% em 2026 e 15% em 2027 e 2028. Apesar do avanço, os sindicatos afirmam que ainda não concordam integralmente e planejam apresentar uma nova contraproposta.

Entre as preocupações dos sindicatos estão a manutenção das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e a revogação do mecanismo de “acelerador” na progressão da carreira, pontos considerados como linhas vermelhas.

Além disso, foram levantadas questões sobre o decreto-lei aprovado pelo governo anterior, que permitia aos docentes afetados pelos congelamentos da carreira recuperar tempo para os 5.º e 7.º escalões. O Ministério teria garantido que esse tempo não será subtraído do atual processo de devolução.

As negociações prosseguem com diferentes propostas dos sindicatos, todas buscando acelerar a recuperação do tempo de serviço para um período entre dois a quatro anos. Enquanto isso, à porta do MECI, manifestantes expressam suas preocupações, destacando a importância do diálogo contínuo entre as partes envolvidas.

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