Livre aumenta representação parlamentar de quatro para seis deputados. Porta-voz fala em momento crítico para o país.
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, reagiu este domingo aos resultados das eleições legislativas de 2025, salientando que, apesar do crescimento do partido de quatro para seis deputados, Portugal enfrenta agora “o momento mais difícil desde o 25 de Abril”, alertando para o risco de perda de direitos com a vitória da direita.
“Dissemos durante toda a campanha que a esquerda precisava de apresentar uma alternativa clara de governação. Não bastava dizer que Luís Montenegro não devia continuar pelas confusões em que se meteu”, afirmou Rui Tavares na noite eleitoral.
O dirigente defendeu que a falta de uma frente coesa à esquerda abriu espaço ao avanço da direita, que classificou como marcada por “canibalismo e radicalismo”. Tavares referiu-se ainda à vitória da Aliança Democrática (AD), liderada por Montenegro, como resultado de uma “liderança frágil”, sublinhando que o primeiro-ministro eleito não deu explicações convincentes sobre os negócios familiares ligados à empresa Spinumviva.
Livre quer ser “charneira” e “luz da esperança”
Apesar do avanço eleitoral, Rui Tavares reforçou que o Livre se posiciona como um partido charneira à esquerda, prometendo começar “já na segunda-feira” a trabalhar para “revirar o país à esquerda”.
“Queremos ser a luz da esperança à esquerda e vamos começar já a trabalhar nessa viragem.”
O Livre consolidou a sua posição como uma força em crescimento no campo progressista, aumentando a sua presença parlamentar e reforçando o seu discurso em defesa de uma nova alternativa governativa que una a esquerda democrática.



































