O candidato do Partido Socialista (PS) à Câmara Municipal de Braga, António Braga, desafiou a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) a estabelecer uma parceria estratégica com o objetivo de definir prioridades de ação social, evitando duplicações de esforços e promovendo um levantamento rigoroso das necessidades sociais da população bracarense.

A proposta foi apresentada durante uma visita à sede da CVP em Braga, onde o candidato e a sua comitiva foram recebidos pelo presidente da delegação, Júlio Faceira.

António Braga manifestou preocupação com a falta de estudos atualizados sobre carências sociais, emergências habitacionais e apoios a famílias em situação de vulnerabilidade. O socialista sugeriu que a Câmara Municipal, em colaboração com a CVP, possa liderar esse levantamento de necessidades reais, reforçando que pretende envolver diversas entidades locais para alinhar prioridades e eliminar redundâncias nos apoios existentes.

O candidato quis ainda saber se existe um diagnóstico específico sobre a população migrante em Braga, elogiando a forma “discreta e delicada” como a Cruz Vermelha atua nesta área.

Entre os compromissos assumidos por António Braga estão a criação de um Conselho de Concertação Social e a garantia de um acesso facilitado ao executivo municipal por parte das instituições. Júlio Faceira acolheu positivamente a proposta e afirmou que a Cruz Vermelha está disponível para colaborar.

Durante a visita, a comitiva ficou a conhecer a atuação da CVP no apoio aos sem-abrigo, vítimas de violência doméstica, dependentes de substâncias, idosos e crianças, através de centros de acolhimento, creches, equipas de rua, entre outras valências. A instituição atua com apoio de protocolos com a Segurança Social, Ministério da Saúde, e as câmaras municipais de Braga e Vila Verde.

Segundo dados partilhados por Júlio Faceira, cerca de 30 pessoas dormem atualmente na rua em Braga. Acrescentou que 15% das famílias vivem no limiar da pobreza e alertou para os baixos salários e o elevado custo da habitação, com quartos a rondar os 400 euros mensais.

O responsável destacou também projetos em curso nas áreas da mobilidade, acesso digital e apoio a jovens vítimas de alcoolismo, defendendo que as soluções sociais devem ser adaptadas à realidade de cada território.