António Miguel Cardoso faz apelo aos adeptos e defende projeto de aposta na formação após empate em casa
António Miguel Cardoso, presidente do Vitória SC, anunciou hoje que irá renunciar ao cargo no final da época caso a equipa termine a I Liga portuguesa de futebol abaixo do quinto lugar. A promessa foi feita na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, depois do empate (1-1) contra o Arouca, na quarta jornada do campeonato.
Após os assobios dos adeptos, que demonstraram o seu desagrado com o 10.º lugar da equipa (quatro pontos), o dirigente pediu aos sócios para “deixarem o plantel respirar”.
“O nosso objetivo é ganhar todos os jogos. Se ficarmos abaixo do quinto lugar, sou o primeiro a sair. O projeto é este. Estamos a passar por uma fase em que temos de apostar nos jovens. Este clube tem de ser respeitado e queremos jogadores que queiram cá estar. Não estou agarrado [ao cargo]. Se correr mal, sou o primeiro a sair”, afirmou.
O presidente reeleito em março de 2025 para um mandato até 2028, mostrou-se confiante de que o Vitória pode repetir os três apuramentos consecutivos para as competições da UEFA, ciclo que foi interrompido na época passada.
António Miguel Cardoso reconheceu que os sócios são “quem mais sofre” com o mau arranque da época, que conta com uma vitória, um empate e duas derrotas. Contudo, apelou ao apoio dos adeptos, referindo que o plantel, com “jovens a chorar no balneário” depois do jogo, precisa de “sentir carinho”.
O dirigente elogiou ainda o trabalho da equipa técnica liderada por Luís Pinto, destacando a estreia de Gonçalo Nogueira e Miguel Nogueira, dois jogadores formados no clube. No final, garantiu que, apesar da situação atual, o seu objetivo é “ganhar muito mais” pelo clube, que na sua história de quase 103 anos, conquistou uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
































