Líder do Chega acusado de racismo e xenofobia ao intervir em manifestação pela defesa dos direitos humanos

André Ventura foi recebido com fortes vaias e insultos durante uma manifestação em defesa dos direitos humanos, esta quarta-feira, em frente ao Parlamento, em Lisboa. O protesto foi convocado pela Associação Solidariedade Imigrante e reuniu centenas de pessoas.

O líder do Chega surgiu no local para falar aos jornalistas, mas a sua presença gerou tensão entre os manifestantes, que o apelidaram de “fascista”, “racista” e “xenófobo”, gritando também que “Portugal é de quem trabalha”.

Ventura defendeu a necessidade de impor regras na imigração, afirmando que “não podem querer que isto seja um bar aberto” e que, em Portugal, “quem não tem cultura de liberdade e democracia não é bem-vindo”. Sublinhou ainda que “os políticos não se deixarão silenciar” e que “temos de defender os portugueses”.

Segundo elementos da Associação Solidariedade Imigrante, Ventura terá dito aos imigrantes para “saírem do país”. Em resposta, um dos representantes recordou: “Nós respeitamos Portugal, amamos Portugal e trabalhamos em Portugal. Por que haveríamos de ir embora?”.

O protesto decorria de forma pacífica até à chegada de André Ventura, que acabou por intensificar a contestação no local.