Hospital de Guimarães realiza cirurgia “pioneira” ao cancro da bexiga com robô cirúrgico

Intervenção totalmente intracorpórea coloca o Hospital Senhora da Oliveira entre os centros de excelência da cirurgia robótica em Portugal.

Primeira cistectomia robótica com derivação urinária intracorpórea no Alto Ave

O Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, realizou no passado dia 5 de outubro a sua primeira Cistectomia Robótica com Derivação Urinária e Conduto Ileal Totalmente Intracorpóreo, uma operação considerada pioneira na região.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAAVE), a que pertence o hospital, sublinha que esta “intervenção complexa e inovadora, de natureza minimamente invasiva, coloca o hospital entre os centros de excelência nacionais na área da cirurgia robótica”.

Tratamento eficaz e tecnologia de ponta

A cistectomia radical é o tratamento mais eficaz para o cancro da bexiga músculo-invasivo localizado.

“O que torna este procedimento um marco é a realização da derivação urinária — a reconstrução do trato urinário após a remoção da bexiga — de forma totalmente intracorpórea, isto é, dentro do corpo do doente, com assistência integral do robô cirúrgico”, explica a ULSAAVE.

Equipa especializada em cirurgia urológica robótica

A cirurgia foi conduzida pela equipa de Urologia do Hospital Senhora da Oliveira, liderada pelo cirurgião Duarte Vieira e Brito, tendo como ajudante Rui Versos.

Com o apoio do sistema robótico, foi possível remover a bexiga e construir um conduto ileal (Bricker) — utilizando um segmento do intestino delgado — sem necessidade de cirurgia aberta.

A ULSAAVE destaca que a derivação urinária realizada de forma totalmente intracorpórea representa um avanço clínico significativo face às técnicas tradicionais, sejam abertas ou híbridas.

Avanço que consolida a cirurgia robótica em Guimarães

O cirurgião Duarte Vieira e Brito salienta que este procedimento “representa a consolidação da cirurgia robótica no Hospital Senhora da Oliveira”, reforçando a aposta da instituição na inovação médica.

“A capacidade de realizar integralmente, dentro do corpo do paciente, um procedimento tão complexo como a derivação urinária após a remoção da bexiga comprova a expertise da nossa equipa e o compromisso com tratamentos minimamente invasivos e tecnologicamente avançados”, afirmou o urologista.